quarta-feira, 18 de maio de 2016

Para vencer as eleições, vale tudo?



Vencer custe o que custar, neste ringue eleitoral, a vitória nas urnas parece ser alcançada no grito, no braço, pelo uso do poder em suas diferentes formas.

Seja pelo uso do poder econômico pela compra de votos ou por tantas artimanhas baixas e descomprometidas com a ética, no jogo do “vale tudo” tudo vale para desbancar os outros candidatos.

Neste sentido, a disputa eleitoral se torna uma carnificina desleal, amoral, antiética, construída num campo em que valores como verdade, justiça e espírito coletivo parecem caducar na busca pelo poder.

Outro aspecto que aparece no interior dessa disputa eleitoral é o espetáculo. As eleições se tornam um show, algo distante do campo da seriedade.

De um lado, os candidatos procuram chamar atenção a todo custo, das mais diferentes e bizarras formas.

De outro, por sua vez, esses mesmos eleitores, como plateia ávida por “pão e circo”, ficam vislumbrados por festas, pelas rodadas de cerveja ou mesmo por benefícios particulares prometidos no grande comércio eleitoral no momento, onde cidadãos se tornam clientes e quatro anos do seu futuro social são trocados por mesquinharias passageiras. 

Tudo isso sem contar com a utilização das mentiras e até da intimidação como recurso para se conquistar o apoio do despreparado cidadão que, mesmo não sabendo o poder que tem numa eleição, bate no peito, ri e zomba a todos ao seu lado quando o seu “representante” corrupto vence as eleições.

O tempo é de incertezas. O futuro nos reserva pessimismo. Não há projetos, a economia encolhe e os políticos demonstram ser do tipo “não estou nem aí”. É revoltante. São muitos problemas sem perspectiva de resolutividade.

Enquanto isso os políticos se preparam para as eleições municipais, com o objetivo de chegar ao poder, o povo, a o povo deixa para depois. Vale tudo pra vencer as eleições.

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