sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Raio-X do Bolsa Família revela que auxílio foram pagos a cadastros irregulares em Alto Paraíso e Divinópolis de Goiás



Foi divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Ministério Público Federal (MPF) o “Raio-X Bolsa Família”, ação coordenada pela instituição que tem como objetivo diagnosticar o maior programa de transferência de renda do governo federal.

Em todo o país, mais de 870 mil beneficiários do programa Bolsa Família são suspeitos de não cumprir os requisitos econômicos estabelecidos pelo governo federal.

O “Raio-X” no estado de Goiás revelou que, dos 565 mil beneficiários do programa, aproximadamente 18 mil não são aptos a receber do auxílio.

No período do ano de 2013 até maio de 2016, foram destinados mais de R$ 1,86 bilhão ao governo estadual, desse valor, quase R$ 63,5 milhões foram pagos aos cadastros irregulares.

A partir dos cruzamentos de dados públicos fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela Receita Federal e pelos Tribunais de Contas estaduais e municipais, uma ferramenta de inteligência desenvolvida pelo MPF foi utilizada para investigar os casos suspeitos.

No nordeste goiano, dois municípios foram responsáveis por quase 13% dos casos investigados, Alto Paraíso de Goiás e Divinópolis de Goiás.

Vários municípios estão sendo investigados no estado, na qual cinco foram responsáveis por quase 40% dos casos investigados, Moiporá, Alto Paraíso de Goiás, Firminópolis, Rio Quente e Três Ranchos.

Os cadastros suspeitos foram classificados em grupos. O maior indicativos de renda incompatível com o perfil de pobreza ou extrema pobreza exigido pelas normas do programa, foram os empresários, com 16.237; seguidos por servidores públicos (clã de até 4 pessoas), com 1.921 ocorrências; doadores de campanha 217; falecidos 188 e servidores públicos doadores de campanha, com 29 casos.

Ainda de acordo com o diagnóstico divulgado pelo MPF, apenas 31 cidades não apresentaram indícios de pagamento suspeito. O Rio Grande do Sul é o estado com maior número de municípios para os quais não foram detectados indícios de irregularidade (com 20 municípios na lista), seguido de Santa Catarina (com seis), São Paulo (com três) e Minas Gerais (com dois).



Fonte: O Popular

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