terça-feira, 28 de novembro de 2017

Idosa que sofre de mal de Parkinson é aposentada durante Acelerar Previdenciário, em Alvorada do Norte/GO



Com gastos mensais de remédios superiores a R$ 1 mil, Emerita Gonçalves Neta, de 69 anos, tem dificuldade de arcar com o tratamento contra o Mal de Parkinson. Na quinta-feira da semana passada (23), a idosa teve deferida a aposentadoria rural, durante o Acelerar Previdenciário, realizado na comarca de Alvorada do Norte e, com o benefício conquistado, sua família vai conseguir propiciar a terapia adequada.

“Apenas um dos medicamentos custa R$ 400. Há, ainda remédios que devem ser tomados a cada quatro horas. A gente só consegue comprar com fiado na farmácia e parcelando. Mesmo assim, tem meses que não conseguimos adquirir todos”, relata a filha de Emerita, Maria Gonçalves da Silva.

Viúva, Emerita recebia apenas a pensão por morte do marido, que trabalhava, junto à mulher, com atividade agrícola para subsistência. Contudo, desde que a idosa adoeceu, a família encontrou dificuldades para custear, plenamente, as necessidades e o tratamento de saúde, conforme conta a filha. “O (Mal de) Parkinson começou em 2010, mas minha mãe piorou mesmo em 2015 – ela sofreu uma queda, ficou em coma e precisou passar por duas cirurgias. Passou um tempo em cadeira de rodas, mas conseguiu se recuperar e hoje anda com ajuda de uma bengala”.

A audiência foi presidida pelo juiz substituto Pedro Piazzalunga Cesário Pereira, lotado em Cavalcante, mas em atuação especial em Alvorada do Norte especialmente durante o evento. Para a sentença, o magistrado observou que Emerita “preenche os requisitos formais e materiais para concessão da aposentadoria rural”.

Ao observar os autos, ele endossou, também, que “indícios de prova material consistente e testemunhas ouvidas em juízo puderam atestar, com riqueza de detalhes, que a autora era rurícola, desenvolvendo diversas atividades próprias para a subsistência de sua família, como plantio e cuidados com animais de pequeno porte”.

Fonte: TJGO

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