quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Nova denúncia contra bispo de Formosa/GO será protocolada



Nova denúncia contra o bispo de Formosa, dom José Ronaldo Ribeiro, será protocolada nesta quinta-feira (14) no Ministério Público de Goiás (MP-GO). A nova petição relata as fraudes contábeis que foram identificadas desde que o líder religioso assumiu, em 2015.

Reportagem na publicada na terça-feira (12), mostrou a insatisfação dos fiéis. O bispo disse que prefere não se pronunciar sobre o assunto para não fomentar mais polêmicas, mas nega qualquer irregularidade na sua diocese.

A petição que será apresentada desta vez tem características técnicas, com alguns documentos que denotam os problemas relatados pelos fiéis para a reportagem do Jornal O Popular.

Segundo os membros da igreja, o líder religioso não tem realizado as prestações de contas conforme a regra. O bispo informou que já concedeu uma entrevista para uma rede de televisão para explicar como funciona o departamento financeiro da diocese e que não deve mais falar sobre o assunto.

Para o bispo, algum grupo ou pessoas contrárias a ele devem estar fomentando inverdades com algum propósito que ele não sabe qual é. “O prejuízo moral já foi feito. Como bispo não quero me envolver nessa polêmica que criaram com meu nome. Apenas digo que é tudo mentira”, ressaltou dom José Ronaldo Ribeiro.

Uma página no Facebook tem divulgado informações sobre o assunto. “Já pedimos judicialmente para que essa página seja retirada do ar porque se trata de calúnia e inverdade”, complementou o religioso.

A partir de janeiro, parte dos fiéis das 33 igrejas em 20 cidades da diocese de Formosa deverá deixar de devolver o dízimo. Chamado de “Janeiro em Branco”, o manifesto deve se estender até que as contas sejam prestadas. Segundo os fiéis que conversaram com a reportagem, não há informações sobre onde estão os valores arrecadados nas três últimas grandes festas da catedral de formosa, nem o motivo dos gastos da casa episcopal ter saltado de R$ 5 mil para R$ 40 mil mensais.

Toda a diocese gera anualmente cerca de R$ 17 milhões. O documento diz que a mitra sempre foi superavitária e que há pouco mais de dois anos tem se tornado devedora. Segundo a denúncia, as manipulações contábeis envolvem recolhimento de emolumentos, como taxas de batismos – que somam valores altos e que não são declaradas. Isso tudo, segundo a denúncia, vai contra o direito canônico, que prevê que os integrantes da igreja devem agir segundo a lei.

Fonte: O Popular

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