domingo, 28 de janeiro de 2018

Criação de universidades federais no interior de Goiás entra na pauta do Senado



A criação de duas universidades federais no interior de Goiás entrou na pauta do Senado em 2018. A proposta é para que a Universidade Federal de Goiás (UFG) ceda duas das regionais de ensino em Catalão e Jataí. Criada em 1960, a UFG é a única federal do estado e tem aproximadamente 25 mil alunos de graduação e pós-graduação distribuídos nas atuais quatro regionais.

No final do ano passado, a Câmara dos deputados já havia aprovado o projeto de lei para desmembramento da UFG. Agora, a proposta chegou ao Senado para votação neste ano.

A transferência de campi universitários para a constituição de cinco novas universidades federais foi assinada em 2016 pela ex-presidente Dilma Rousseff. O objetivo exposto pelo governo foi o de interiorizar o ensino superior e democratizar o acesso à universidade pública. Além de Goiás, o Senado também analisa a criação de mais universidades federais em Mato Grosso, Piauí, Pará e Maranhão.

Em entrevista no dia 7 de janeiro deste ano, o novo reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, que assumiu a reitoria pela terceira vez, disse que a criação das novas universidades é um sonho das duas comunidades, as maiores fora de Goiânia.

“Jataí tem mais de 25 cursos de graduação, curso de Medicina em funcionamento, mestrado, doutorado; e Catalão, com expectativa de abrir Medicina este ano, e com mais de 20 cursos de graduação, quatro mil estudantes, muitos doutores. Foi um trabalho desenvolvido desde minha primeira passagem pela reitoria, fortalecido com o atual reitor, Orlando Amaral, e estamos na antessala da criação”, lembrou.

“O projeto de lei enviado ao congresso nacional ainda pela presidente Dilma Rousseff nos últimos dias do seu governo, já passou por unanimidade pela Câmara dos Deputados no final do ano e, agora, segue para o Senado e depois, para a sanção presidencial”, complementou.

Logística

As propostas encaminhadas pelo Poder Executivo também preveem a transferência automática dos cursos de todos os níveis e dos alunos regularmente matriculados, assim como os cargos ocupados e vagos do quadro de pessoal das regionais que serão desmembradas e todo o patrimônio de cada campus.

Também está prevista a criação de novos cargos administrativos e de diretoria. Por transformação, serão estabelecidos os cargos de reitor e vice-reitor, nomeados pelo ministro da Educação até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto.

Como entidades federais, as universidades que serão instituídas pelos projetos de lei serão vinculadas ao Ministério da Educação. As novas universidades federais se juntarão às outras 63 existentes no Brasil.

Fonte: O Popular

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