sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

IML de Campos Belos/GO não tem médico legista no expediente noturno



De acordo com o Sindiperícia, pelo menos, oito cidades goianas estão sem atendimento de médicos legistas no IML, em período noturno.

Segundo o vice-presidente do Sindiperícia, Paulo Afonso, o governo do Estado criou vários núcleos da Superintendência de Polícia Técnico-Científica no interior do Estado sem nenhum tipo de estudo de impacto, necessidade e de forma indiscriminada.

Fato que tem deixado os municípios de Itumbiara, Rio Verde, Catalão, Goiás, Campos Belos, Caldas Novas e Goianésia sem atendimento na área de medicina legal no período noturno por falta de médicos legistas. “Cada um desses núcleos atendem os municípios vizinhos que por falta de planejamento, estão sendo fechados à noite. Alguns mantém o serviço de perícia, mas o essencial que é a medicina legal fica descoberto por falta de profissionais”, denuncia

A superintendente reconhece a ausência de médicos legistas em algumas unidades, mas rebate dizendo que o desfalque está sendo provocado pelos profissionais que, por determinação legal devem trabalhar 40 horas, não estão cumprindo a escala definida pela PGE.

“Ouvi dizer que alguns colegas não estão trabalhando o período determinado na escala. Ou seja, estão faltando ao trabalho. Estamos levantando estas informações e, começaremos a cortar o ponto dos faltosos”, afirma Rejane ao ponderar que “medicina legal é segurança pública, não é saúde pública”, e que sua gestão na SPTC é orientada pela PGE e que todas as decisões são tomadas de acordo com a orientação de cumprimento de decisão judicial.

“A exemplo disso, foi a rebelião no semiaberto de Aparecida (no primeiro dia do ano), quando os 9 corpos deveriam ser encaminhados para o IML de Aparecida, onde trabalho, mas isso não foi possível, porque não temos efetivo para a demanda. Em Aparecida tem apenas um médico de plantão e não fecha escala todos os dias, porque está faltando médico. O que forçou a superintendência prisional a encaminhá-los ao IML de Goiânia”, relata uma médica legista que não quis se identificar.

Fonte: Diário do Estado

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