quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

MP cumpre 4 mandados de prisão temporária em Água Fria/GO na Operação ‘Cheque-Mate’



O Ministério Público de Goiás, por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Planaltina, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Entorno do Distrito Federal e do Centro de Inteligência (CI), com o apoio da Polícia Civil de Goiás, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21/2) a Operação “Cheque-Mate”, com o objetivo de desarticular uma quadrilha que agia no Poder Executivo de Água Fria de Goiás, e contava com a participação do ex-prefeito da cidade, de dois ex-secretários de Finanças e de um contador do município.

Os mandados judiciais foram expedidos pelo juiz Carlos Gustavo Fernandes de Moraes, da 1ª Vara Criminal de Planaltina: quatro de prisão temporária e um de busca e apreensão, na prefeitura de Água Fria.

As investigações tiveram início em 2015, tendo sido apurado até agora que a Secretaria de Finanças do município estava sendo utilizada pelos ex-secretários da pasta para a prática de fraudes, consistentes na emissão de cheques em nome de um suposto servidor da prefeitura sem que houvesse, no entanto, o conhecimento desse servidor.

Para legitimar a ação da quadrilha, os investigados forjaram contratos de prestação de serviços e emitiam cheques com base nos valores dos contratos, utilizando, para isso, um servidor da prefeitura como “laranja”, o que possibilitava que os valores obtidos com a compensação dos cheques fossem apropriados pelos envolvidos.

No entanto, as investigações apontaram que, além das fraudes na emissão dos contratos, diversos cheques foram adulterados antes de serem enviados ao MP, com a intenção de legitimar a ação da quadrilha e justificar os valores pagos ao servidor. Os documentos fraudados eram emitidos com a assinatura e ciência do ex-prefeito e a fraude contava com o auxílio do contador. Os ex-secretários, conforme verificado, atuavam diretamente nos atos ilícitos, assinando os cheques juntamente com o ex-prefeito e cuidando de todo procedimento para que os valores dos cheques descontados chegassem até eles.

A equipe

A realização da operação mobiliou a participação de sete promotores de Justiça: Rafael Simonetti, Daniel Lima Pessoa, Fernanda Balbinot, Júlio Gonçalves Melo, Liana Schuler, Lucrécia Cristina Guimarães e Nádia Maria Saab. Pela Polícia Civil, são dois delegados – Bruno Ramos Mendes e Antonio Humberto Soares – e 14 agentes. Servidores do Gaeco do Entorno e do CI também estão dando apoio ao cumprimento das medidas judiciais. Os investigados serão encaminhados ao presídio de Planaltina para que possam ser interrogados na sede do Ministério Público naquela comarca.

Fonte: MPGO

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