sexta-feira, 13 de abril de 2018

Justiça quebra sigilo bancário e bloqueia R$ 9 milhões de padres presos na Operação Caifás



O pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO) para ter acesso a dados financeiros dos envolvidos da Operação Caifás, deflagrada no dia 19 de março, foi acatada pelo juiz Fernando Oliveira Samuel, da 2ª Vara Criminal de Formosa.

O juiz permitiu a quebra de sigilo bancário e fiscal, além do bloqueio de R$ 1 milhão de cada um dos nove membros da Diocese que foram presos. A decisão determinou ainda o sequestro de bens e imóveis dos envolvidos.

O juiz frisa, no documento, “a plena existência de indícios de que os representados em questão praticaram crimes de associação criminosa, apropriação indébita e falsidade ideológica”. A investigação ouviu o depoimento de cerca de 30 fiéis e interceptou chamadas telefônicas, apurando que o Bispo de Formosa José Ronaldo Ribeiro estaria utilizando dinheiro de doações para fins pessoais.

Também foram detidos os padres Tiago Wenceslau, juiz eclesiástico; Monsenhor Epitácio Cardozo Pereira, vigário-geral da Diocese de Formosa; Padre Moacyr Santana, pároco da Catedral Nossa Senhora Imaculada Conceição, Formosa; Padre Mário Vieira de Brito, pároco da Paróquia São José Operário, de Formosa; Padre Waldoson José de Melo, pároco da Paróquia Sagrada Família, em Posse; Guilherme Frederico Magalhães, secretário da Cúria de Formosa; e Antônio Rubens Ferreira e Pedro Henrique Costa Augusto, ambos empresários e suspeitos atuarem como laranjas.

Além do desvio de aproximadamente R$ 2 milhões, apura-se a compra de uma caixa lotérica e de uma fazenda para criação de gado. Com os pedidos de habeas corpus negados, todos permanecem presos no presídio de Formosa.

Fonte: TJGO

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