segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Justiça põe Marconi Perillo no banco dos réus por corrupção



O juiz Ricardo Prata, da 8ª Vara Criminal de Goiânia, aceitou denúncia no último dia 6 de agosto contra o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) por suposto envolvimento nas irregularidades investigadas na Operação Monte Carlo. Ele é acusado de corrupção passiva.

Segundo a denúncia, parte de uma dívida de campanha de Marconi, de R$ 90 mil, teria sido paga em troca de um aditivo em contrato da Delta Engenharia com o Estado.

O caso também envolve o contraventor Carlinhos Cachoeira, que seria responsável por conseguir contratos para a Delta graças ao seu relacionamento com agentes públicos. A acusação se baseou em depoimento do jornalista Luiz Carlos Bordoni, que afirmou ter recebido os pagamentos para a campanha do ex-governador em 2010.

Inicialmente, o processo estava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), porque, enquanto governador, Marconi tinha foro privilegiado. Quando renunciou ao cargo em abril desse ano para disputar vaga no Senado, contudo, Marconi perdeu o benefício e o processo passou para a primeira instância.

O juiz também acatou solicitação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) para que fosse retirada a condição de segredo de justiça do caso.

O advogado de Marconi, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou, em nota, que “não há qualquer fato novo relacionado ao processo” e que o recebimento de denúncia é ato “quase mecânico e automático”. “Confiamos no Poder Judiciário e vamos prosseguir, na primeira instância, com a defesa técnica”.

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