quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Quatro presos na Operação Circo da Morte são soltos. Único que permanece preso é o tenente-coronel Carlos Eduardo Belelli



Quatro dos cinco presos na Operação Circo da Morte, que foi deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) e a Polícia Federal (PF), foram liberados após terem deferido habeas corpus nesta terça-feira (19).

O documento foi requerido pela defesa dos policiais por meio da Associação dos Oficiais da Polícia e do Corpo de Bombeiros de Goiás (Assof). O único que segue preso é o tenente-coronel Carlos Eduardo Belelli, do 26° Batalhão da Polícia Militar de Caldas Novas.

O documento foi julgado favorável pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás.  O sargento Ismael Fernando Silva, o cabo Raithe Rodrigues Gomes, o subtenente Alessandro Bruno Batista e o sargento Ruimar Felipe Maia foram favorecidos com a decisão. Toda sustentação foi feita pela advogada Rosângela Magalhães de Almeida, contratada pela Assof para realizar a defesa.

A Assof divulgou uma nota pelas redes sociais na qual destaca que recebeu a notícia “com imensa alegria e com a sensação de dever cumprido”. A associação afirmou ainda que “não foge a luta e está sempre pronta e acessível para atuar na defesa de seus associados e de todos os policiais e bombeiros militares que forem injustiçados”.

Entenda

A operação foi deflagrada em dezembro do ano passado com o intuito de investigar a atuação de policiais em um grupo de extermínio em Caldas Novas, Santo Antônio do Descoberto e Alto Paraíso de Goiás. Os casos investigados são as mortes de Douglas Carvalho da Silva, de 27 anos, e de Carlos Soares dos Prazeres Junior, de 18 anos, ocorridas em março de 2017, em Caldas Novas, após uma suposta troca de tiros com militares.

Também são investigadas as mortes de Darlei Carvalho da Silva, de 31 anos, e da sua namorada, Dallyla Fernanda Martins da Silva, de 21 anos, também ocorridas em março de 2017. Segundo as investigações à época, os dois foram sequestrados dentro de casa por homens encapuzados que se diziam policiais, em Santo Antônio do Descoberto. O intuito é saber se esses confrontos eram forjados e se havia algum recebimento para essas mortes.

Belelli estava à frente da operação que terminou com a morte de Douglas. Ele chegou a concorrer o pleito de 2018 para o cargo de deputado estadual, mas não foi eleito, mesmo sendo o mais votado em Caldas Novas.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do tenente-coronel.

Fonte: Mais Goiás

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