domingo, 5 de maio de 2019

Buritinópolis/GO: Idosos encontram sossego em “Buriti”



Entre 45 e 50 idosos se reúnem todos os dias no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Buritinópolis, no nordeste goiano, onde realizam atividades físicas e manuais como caratê, capoeira, pintura e vagonite.

De acordo com a coordenadora do projeto, Magnete do Carmo Santos, o principal objetivo é tirar os aposentados de casa, já que muitos moram sozinhos, pois são viúvos e os filhos já se casaram. “Por mais que seja uma cidade do interior, eles acabam ficando muito em casa. Aqui é um tipo de lazer para eles, já que nossa cidade não tem muitas opções.”

Maria Ferreira Xavier, 56 anos, mudou-se de Formosa para Buritinópolis há dois anos em busca de tranquilidade. “É muito sossegado aqui em ‘Buriti’. Os vizinhos são muito amigos. Sempre gostava de vir para a casa de amigos. Compramos um lote, passamos um ano construindo e agora estamos aqui. Paz e sossego”, diz a aposentada.

Ana Ribeiro Nascimento França, 62 anos, ainda não é aposentada, mas já está com o processo em andamento com a ajuda da assistência social do Cras. Casada e mãe de três filhos, Ana nasceu na região, chegou a morar em outras cidades do interior de Goiás, mas voltou para Buritinópolis. Dois de seus filhos se mudaram para Brasília e um para Goiânia, mas Ana decidiu ficar. “Eu gosto é daqui.”

Trabalhador rural ao longo de toda a vida, José Rodrigues de Sousa, 65 anos, aposentou-se há pouco mais de um ano. Natural de Correntina, na Bahia, mudou-se para a região de Buritinópolis quando tinha 10 anos de idade e nunca mais morou em outro lugar. “Tem muito aposentado porque aqui é bom e as pessoas vivem bastante”, diz, quando ouve sobre a primeira colocação de Buritinópolis entre as cidades goianas com mais aposentadorias por trabalhador formal. “Sou vice-pastor na minha igreja, ando por aí, canto, toco sanfona e ajudo os vizinhos. Ninguém quer sair de um lugar em que se sente bem”.

Nascida na região, Maria do Nascimento, 64 anos, também trabalhou no campo desde criança e está aposentada há quatro anos. “Mudei para o povoado de Nova Franca, na Bahia, mas depois voltei. Meu povo está todo aqui”.

Fonte: O Popular

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