terça-feira, 25 de junho de 2019

A Chapada dos Veadeiros sob o olhar de um apaixonado




O ano era 2002. O montanhismo e o esporte de aventura levaram André Dib a uma outra forma de expressão não menos empolgante: a fotografia. Em sua mente, o desejo de registrar lugares isolados pelo mundo foi ganhando força e isso o levou a incluir a preocupação socioambiental na bagagem de vida e nos seus livros publicados.

Com 44 anos de idade, ele já esteve em diversos pontos do planeta e fez cliques em todos os estados brasileiros. “Os lugares me emocionam. A Antártida, em especial, me toca muito, assim como as montanhas ou a imensidão da Amazônia”, diz.

Atualmente, o fotógrafo documentarista trabalha para lançar uma nova obra sobre a Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Um testemunho de amor a uma das áreas mais deslumbrantes do Brasil. Aliás, o lugar onde Dib escolheu para morar.

“Viver na Chapada é estar próximo de tudo aquilo que eu acredito. Da janela de casa, já se sente o ar puro. Alguns passos e já possível se refrescar num poço de água cristalina ou cruzar com um animal se alimentando em meio ao Cerrado preservado. As pessoas daqui também vivenciam essa ideia da preservação, da participação coletiva em prol da natureza. Mais que tudo, é um aprendizado”, afirma o fotógrafo, aproveitando para citar uma frase do escritor moçambicano Mia Couto que se encaixa perfeitamente nesse contexto: “Nas regiões que visito, encontro gente que não sabe ler livros, mas que sabe 'ler' o mundo. Nesse universo de outros saberes, sou eu o analfabeto."

Na realidade, fotografar a fauna da Chapada dos Veadeiros não é uma tarefa fácil. Mas os bichos estão lá, um pouco mais escondidos.

Pelas lentes de Dib já passaram lobo-guará, tamanduá-bandeira, veado-campeiro, muitas aves, anfíbios e répteis. Entre as preciosidades está um animal raro e que corre um sério risco de extinção: o pato-mergulhão (Mergus octosetaceous).

Leia a matéria completa clicando aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário