terça-feira, 9 de julho de 2019

Todos os 625 mil usuários do Ipasgo devem passar por recadastramento



Todos os usuários do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) devem passar por um recadastramento para atualizar os dados, organizar as informações e identificar possíveis fraudes e irregularidades.

Um cruzamento de informações em uma amostragem do banco de dados com todos os 625 mil pacientes do plano de saúde revelou que entre 10% e 15% deles estão inseridos de forma irregular no sistema. Segundo a atual gestão do instituto, há casos de crianças titulares de um plano, titulares com mais de 100 anos de idade e titulares com mais de 40 beneficiários ligados a ele.

Inicialmente, o presidente do Ipasgo, Silvio Fernandes, anunciou que o recadastramento seria realizado em cerca de 100 mil usuários, que seriam os casos identificados como suspeitos. No entanto, na última sexta-feira, o Instituo divulgou uma nota ampliando este recadastramento para todos os usuários.

Na nota, o Ipasgo afirmou que está sendo realizado um estudo técnico para a execução deste processo de recadastramento e que ele já estava no planejamento da nova gestão. Ainda segundo o Ipasgo, todos os pacientes devem ser informados com antecedência quando o período do procedimento for acontecer. “O Ipasgo esclarece ainda que os usuários podem ficar tranquilos que os atendimentos continuam normais e não haverá nenhum tipo de mudança”, garante nota enviada à reportagem.

A decisão anunciada pelo Ipasgo foi tomada no contexto da Operação Morfina, deflagrada pela Polícia Civil na semana passada, que investiga fraudes no sistema do instituto. No último dia 1º foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, além de oito suspensões do exercício de função pública. Além disso, foram realizadas seis intimações simultâneas de suspeitos para prestar depoimento.

Esta primeira fase da investigação aponta para um esquema formado por funcionários de uma empresa de tecnologia que presta serviço para o Ipasgo que, segundo a apuração dos policiais, faziam alterações irregulares no sistema do plano de saúde para beneficiar clínicas, laboratórios e médicos.

Suspeita

As suspeitas são de que por meio desta fraude no sistema era possível cometer uma série de outras irregularidades, como o cadastramento irregular de usuários do Ipasgo.

No último dia 3, durante o lançamento da retomada das obras do Hospital do Servidor Público de Goiás, Silvio Fernandes detalhou um pouco sobre as irregularidades no cadastro. Ele afirmou que foram identificados cerca de 40 casos de titulares do Ipasgo com 10 anos de idade e vários com mais de 100 anos.

Fonte: O Popular

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