terça-feira, 13 de agosto de 2019

Chapada dos Veadeiros: Área urbana que permeia o parque é carente de investimentos e políticas públicas




As atividades econômicas relacionadas ao Turismo no Brasil voltaram a crescer. Em 2019, o setor aumentou sua participação no PIB Nacional, que responde por mais de 8% da Economia. Em Goiás, o Ecoturismo possui grande potencial comercial.

Reconhecido em 1961 e tombado como patrimônio mundial pela Unesco em 2001, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, na região nordeste, é um exemplo deste cenário. É uma referência mundial de preservação do Cerrado: são 17 espécies de flora e 32 espécies de fauna ameaçadas de extinção resguardadas pelas delimitações do complexo ambiental.

A região da Chapada por muito tempo foi um sertão geograficamente isolado e foi esta característica que manteve intacto seu maior patrimônio social: a cultura de seu povo. Hoje, com a facilitação ao acesso a estas áreas, defendemos a manutenção da cultura dos povos e das áreas ambientais como um caminho na construção da identidade goiana.

A cultura local é, também, geradora de arte e riquezas à região através do trabalho dos mestres de cultura, foliões, quilombola e tantos produtores culturais que usam materiais locais e técnicas de seu povo para a produção artística.

Ainda assim, a área urbana que permeia o parque é carente de investimentos e políticas públicas. Além de Cavalcante e Alto Paraíso, que detém 60% e 40% da área do parque, respectivamente, a microrregião da Chapada, composta por Campos Belos, São João da Aliança e Colinas do Sul, demanda atenção em suas necessidades básicas e comuns a todas as cidades goianas.

Com a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Chapada dos Veadeiros propomos um debate com diversos setores a fim de facilitarmos o acesso ao investimento do Estado, através – por exemplo – da ampliação e aplicação do ICMS Ecológico na região.

Igualmente é preciso um debate que aumente a atração turística e a preservação das culturas locais, como a dos Kalunga, e resguarde suas tradições, inserindo uma agenda de suas atividades no calendário cultural goiano.

Um debate plural – social, cultural e econômico – envolvendo a iniciativa privada e o setor público é a oportunidade para gerar incremento econômico, preservação ambiental e garantir desenvolvimento social sustentável à região que tem potencial e muito a oferecer a Goiás, ao Brasil e ao mundo.

Fonte: O Popular

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