terça-feira, 17 de setembro de 2019

Casal que viaja a América do Sul de Kombi pede ajuda para consertar o veículo, que estragou em Alto Paraíso de Goiás




Além de ser uma letra de música, a frase "o que se leva dessa vida é a vida que se leva” tornou-se o lema de um casal de namorados que viaja a América do Sul em uma Kombi, há mais de um ano. No entanto, a “Madalena”, nome carinhosamente dado ao veículo, estragou o motor ao chegar na Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Agora, o casal está fazendo uma rifa para pagar o conserto.

Vanessa Cristina Kapper, de 28 anos, e Lorenzo Rousselet Marques, de 33, embarcaram nesta aventura há exatos 555 dias e já rodaram mais de 48 mil km, passando por oito países, 24 estados e mais de 400 cidades. Além da Madalena, junto com eles vai o Galeto, um cão da raça Golden.

Depois que a Kombi estragou, o casal está hospedado na casa de amigos em Goiânia. Eles estão fazendo uma rifa de R$ 48 para juntar o valor necessário para trocar o motor e seguir viagem. Um dos prêmios para quem ganhar a rifa é um celular. Vanessa fez orçamentos e o custo para a troca do motor é de, pelo menos, R$ 5 mil.

“Desde que começamos a viagem, a Madalena já estragou várias vezes. Já tivemos muitos problemas com ela, desde que pegamos a estrada. Então, percebemos que o ideal é trocar o motor. Resolvemos fazer uma rifa para juntar o dinheiro e o prêmio, que será um celular, também compraremos com dinheiro da rifa”, conta Vanessa.

Em Goiás, eles já conheceram cidades como Alto Paraíso, São Jorge, Cavalcante, cidade de Goiás, Aragarças, além da capital.

“Aqui é um povo muito acolhedor. Calor humano tem de sobra. Comida boa. Muitas belezas naturais. Amamos a chapada e o pessoal é realmente muito solícito”, conta Vanessa.

Antes de pegar a estrada, Vanessa tinha uma loja de bijuterias e Lorenzo era servidor público. Apaixonados por viagens, os dois fizeram as malas e decidiram sair do Rio Grande do Sul, onde moravam, para pegar a estrada.

Os viajantes dormem dentro da Kombi, que também tem espaço onde eles cozinham. Os custos financeiros com gasolina, comida e outros, são pagos com venda de produtos em um site onde eles compartilham um “diário de bordo”. Eles vendem objetos como copos, canecas, camisetas, adesivos e postais relacionados à viagem deles de Kombi. Nas redes sociais, eles têm 128 mil seguidores.

“A intenção era ficar seis meses viajando, mas aconteceram mil coisas, a nossa Kombi fundiu o motor logo na primeira viagem e o orçamento foi embora bem antes do previsto, mas tivemos que decidir. Ou voltávamos para casa e para o trabalho, ou tínhamos que arrumar uma forma de conseguir dinheiro para continuar viajando. Daí decidimos fazer a nossa marca, que também vendemos na Kombi”, conta.

Fonte: G1

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