segunda-feira, 4 de novembro de 2019

PSL atua em 91 municípios de Goiás, mas apenas com comissões provisórias




A 11 meses das eleições e em momento de organização local dos partidos, o PSL não tem nenhum diretório municipal em Goiás. A sigla está presente oficialmente em 91 cidades, mas apenas com comissões provisórias, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 9 delas, a estrutura partidária está suspensa por falhas nas prestações de contas ou outras irregularidades. Ou seja, o pleno funcionamento ocorre em 82 dos 246 municípios goianos.

Presidente do diretório estadual, o deputado Delegado Waldir Soares admite ser estratégia para substituir mais facilmente os comandos locais em caso de “traições”. “Não é uma questão de falta de confiança, é de controle. Se amanhã um presidente municipal vira opositor não tem como tirá-lo se houver diretório. Com comissão provisória, se de repente, ele passa a te atacar, você troca”, afirmou o presidente estadual.

Um dos principais atores na briga interna do partido em nível nacional, Waldir afirma que a estruturação da legenda nos municípios já chega ao dobro do que está informado no TSE. Segundo ele, cerca de 180 cidades já têm comissões provisórias montadas, mas há demora no registro na Justiça Eleitoral. Ele também afirma que os casos de suspensão estão sendo regularizados.

Com força pelo tempo de televisão e alto quinhão dos fundos partidário e eleitoral depois da grande bancada eleita em 2018 junto com o presidente Jair Bolsonaro, o partido vive, além da divisão interna, dificuldades para se estruturar nos municípios e, consequentemente, de se expandir no País.

Levantamento do jornal O Globo mostrou que a legenda não tem diretórios municipais constituídos ou está com a estrutura partidária suspensa em 75% das cidades brasileiras.

O partido fez a segunda maior bancada na Câmara, elegeu três governadores (Santa Catarina, Rondônia e Roraima) e conta com R$ 8,3 milhões mensais do fundo partidário. Nas eleições municipais anteriores, de 2016, fez apenas 30 prefeitos.

Waldir afirma que tem projeto de lançar candidaturas em todas as cidades goianas. Questionado sobre a falta de estrutura em todos os municípios e a necessidade de alianças, ele afirma que haverá organização a tempo. “Conseguimos quase 10 mil filiados nos últimos meses. Em dezenas de cidades já somos o maior partido. A partir de janeiro, teremos um número mais real sobre comissões e filiações e vamos lançar candidatos em todos os partidos”, afirma.

Segundo ele, o fundo e a confiança popular ao partido vão reforçar as candidaturas. “O número 17 é o mais lembrado. Isso vai pesar nas eleições.”

No Estado, há conflitos com o deputado Vitor Hugo, líder do Governo na Câmara e pertencente à turma fiel a Bolsonaro na disputa interna. Questionado sobre possíveis desentendimentos em municípios que são da base de Vitor Hugo, Waldir afirma que está atuando em todas as cidades independentemente das demais lideranças. “Ele (Vitor Hugo) já tentou me tirar do comando estadual e não conseguiu. É ele que tem de buscar relação comigo e não o contrário”, afirma Waldir.

Fonte: O Popular

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