quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Operação Metástase investiga morte de paciente com câncer que teve prescrição inadequada de quimioterapia



Após a deflagração da Operação Metástase, o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, disse que a morte do paciente que teve prescrição e aplicação inadequada de tratamento quimioterápico pode ser considerada homicídio.

Entre as fraudes, a polícia identificou que uma das ações do grupo foi a prescrição e aplicação de tratamento quimioterápico inadequado com objetivo de angariar vantagem indevida – irregularidade materializada no caso do paciente Alexandre Francisco de Abreu, que morreu devido à medicação desnecessária.

“Isso não é dolo eventual, é dolo direto. Se o médico sabe que o medicamento não fará efeito e reduzirá a sobrevida, esse dolo é direto”, afirmou o secretário, que acrescenta: “Esse é o primeiro caso documentado, nada impede que novos sejam encontrados”.

De acordo com o delegado Luiz Gonzaga, auditores vinculados ao Ingoh trabalhavam como médicos e ao mesmo tempo auditavam pelo Ipasgo. Ou seja, era o Ingoh fiscalizando a si próprio.

“O próprio presidente recebeu honorário sem trabalhar no Ingoh, mas esses honorários ele já está pagando, porque reconheceu o erro dele”, acrescentou.

Segundo o delegado, os envolvidos podem responder por peculato, participação em organização criminosa, lavagem de capitais e homicídio.

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