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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Cheia de rios vira atração na Chapada dos Veadeiros neste período de chuvas



Por conta das chuvas das últimas semanas, o nível dos mananciais da Chapada dos Veadeiros, no Nordeste de Goiás, aumentou consideravelmente. Mas o volume de água que afugenta grande parte dos turistas tem atraído um público em busca do espetáculo das cheias dos rios Preto, Raizama e São Miguel, na Vila de São Jorge, em Alto Paraíso de Goiás.

Em vez de roupa de banho, o traje na trilha do Salto Raizama é capa ou guarda-chuva. Ao chegar no local, o visitante recebe a orientação que o passeio é estritamente visual. O dono da propriedade, João Fernandes explica que apesar do medo da tromba d'água (quando o nível do curso hídrico sobe rapidamente), há lugares na chapada preparados para receber os turistas. "Nesse período a pessoa não precisa correr da natureza, basta ter cuidado. A gente tem a enchente como atrativo, e muito especial por sinal", diz.

Fernandes explica que todo o percurso é cercado de guarda-corpo de madeira e o cânion possui corrimãos, tudo para aumentar a segurança. "Quando a pessoa não vem com guia, a gente faz o acompanhamento na propriedade para evitar incidentes."

Nos períodos de chuva, Fernandes conta que a visitação diminui bastante, até mesmo porque a cultura do brasileiro é muito ligada ao banho de rio. "Mas sempre tem um ou outro que vem contemplar. Dá fotos incríveis", avisa. Entre os principais atrativos da propriedade, que funciona diariamente, estão o salto do Raizama, uma queda d'água de 50 metros, e o encontro do Rio Raizama com o São Miguel.

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV) é um dos atrativos da região que segue aberto neste período chuvoso. Chefe da unidade de conservação, o analista ambiental Luís Henrique Neves alerta, no entanto, destaca que o banho nos rios não é permitido.

Dentro do parque estão situados os saltos do Rio Preto, a Cachoeiras da Carioquinhas e o mirante do Carrossel. Todos seguem com uma quantidade de água que encanta, mas ao mesmo tempo assusta, de tão volumosa.

Fonte: O Popular

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