sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Família questiona morte de bebê em Formosa/GO e acusa hospital de negligência: "diagnóstico errado"



A morte de uma menina de 1 ano e 6 meses tem gerado repercussão em Formosa, no entorno do Distrito Federal. O caso aconteceu no dia 1º deste mês e segundo o tio da criança, Hugle Vinicius dos Santos Ferreira, de 31 anos, ela já havia sido levada três vezes pela família até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Infantil do município. No entanto, na UPA, os profissionais que atenderam Maria Helena Rodrigues Santos teriam informado que ela estava com uma virose comum entre as crianças da cidade e a mandaram para casa.

Como não houve melhora no estado de saúde, os pais decidiram ir em busca de ajuda, mas na terceira tentativa o quadro já estava gravem conforme relata Ferreira e a menina não resistiu. “O diagnóstico estava errado, porque o hospital de Ceilândia, que fez a necrópsia, nos informou que ela estava com um quadro agudo de pneumonia e há vestígios de H1N1 que está sendo investigado porque não sabem aina se seria pela vacina antigripal que ela havia tomado ou se se trata da doença em si realmente”, destaca.

“A teceria médica não teve culpa porque quando viu que era um quadro grave tentou encaminhá-la para outro hospital e ajuda-la, mas os dois primeiros médicos foram negligentes”, aponta. Segundo ele, a menina teve uma parada cardíaca a caminho de outra unidade de sáude. “Tiveram que interromper o deslocamento e tentaram a reanimar, ela acordou por minutos, teve outra parada e não conseguiram fazer mais nada”, relata.

Nessa sexta-feira, a UPA emitiu uma nota de pesar pelo acontecimento. No comunicado a unidade informa que prestou toda assistência e cuidados necessários dentro dos protocolos estabelecidos à criança. A direção da UPA declarou que o caso está sendo apurado e que futuramente dará maiores esclarecimentos.

O tio da criança conta que toda a família não teve condições ainda de ir atrás da polícia para pedir uma investigação sobre o caso, mas que pretendem tomar providências. “Tem que haver um meio de descobrirem o que realmente aconteceu, porque não concordamos com a nota que a Upa divulgou”, conclui.

O enterro de Maria Helena ocorreu no início da tarde desta sexta-feira (3), no Cemitério Municipal.

Fonte: O Popular

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