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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Secretaria de Saúde de Goiás prepara vigilância para casos de coronavírus



A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) iniciou na última semana um monitoramento de informações sobre o coronavírus. A superintendente de Vigilância em Saúde da pasta, Flúvia Amorim, explicou que o Ministério da Saúde vai adaptar o plano usado em 2009 durante a pandemia de influenza H1N1. “A forma de transmissão e a evolução da doença, até o momento, são semelhantes”, explica.

Flúvia explicou que a SES está em fase de preparação das áreas de vigilância, assistência e laboratorial, onde caso surjam pessoas com suspeita da doença a notificação deve ocorrer de forma imediata. Mas destacou: “Não há motivo para pânico. Não há casos confirmados no Brasil.” A superintendente contou ainda que o Ministério da Saúde definiu que, em caso de pessoas com suspeita da doença em Goiás, as amostras para exames devem ser encaminhadas para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

Na manhã desta terça-feira (28), o Ministério da Saúde mudou a classificação de risco do Brasil. Antes o país estava no nível 1, que é estado de alerta, agora mudou para o 2, com risco iminente. A alteração ocorreu após a confirmação de um caso como suspeito e que agora segue sob investigação. O caso é de uma estudante de 22 anos, que esteve na cidade de Wuhan, na China, e retornou para o Brasil na última sexta-feira (24) com sintomas da doença. À tarde, outros dois registros do tipo foram anunciados pelo MS, um em Porto Alegre e outro em Curitiba.

A jovem de Minas Gerais segue internada com isolamento total em um hospital. O Ministério da Saúde explicou que 14 pessoas tiveram contato com a estudante e estão sendo monitoradas.

Em relação ao Aeroporto Santa Genoveva, a SES aguarda o resultado de uma reunião entre o Ministério da Saúde e as empresas aéreas para definir quais medidas e providências serão tomadas. Flúvia também explicou que não tem informações sobre possíveis goianos que estejam em viagem pela China.

Orientações

- sempre lavar as mãos, principalmente após tossir e espirar

- não tocar a região dos olhos, nariz e boca com as mãos sujas

- quando tossir usar lenços descartáveis

O uso da máscara é somente para as pessoas que apresentam sintomas da doença

A superintendente de Vigilância ressalta ainda que caso uma pessoa tenha regressado de viagem da China nos últimos 14 dias e apresentar febre e dificuldade para respirar, ela deve procurar um hospital e comunicar os sintomas.

Fonte: O Popular

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