segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Ex-presidente da Agetop diz que apuração sobre o aeródromo de Mambaí/GO começou em sua gestão; fiscal nega falhas



A apuração na Goinfra inclui um processo administrativo disciplinar contra o fiscal responsável pelas medições que possibilitaram o pagamento de R$ 2,2 milhões para o aeródromo de Mambaí, no nordeste goiano, o engenheiro e funcionário de carreira da Goinfra Joerlindo Parreira. Ele se defende afirmando que não houve medição de serviços não realizados e que a Castelo Construções recebeu aquém do que deveria.

“Estão fazendo uma tempestade em copo d’água. Houve a execução de mais ou menos 60% da obra e ficou faltando 40% para terminar. Mas ficou tudo paralisa do por muito tempo, vieram três chuvas e a obra foi se deteriorando”, afirma o fiscal.

Segundo Parreira, a Castelo teria um crédito de R$ 100 milhões por serviços feitos e não pagos.

A informação de bastidores na Goinfra é de que a atual gestão está determinada a demitir o funcionário nas próximas semanas com a conclusão do PAD. “Tenho 35 anos de serviços na agência. Não fiz nada de errado”, rebate Joerlindo.

O ex-presidente da Agetop Jayme Rincón, responsável pela contratação das obras de Mambaí, diz que as investigações tiveram início em sua gestão e que, se forem comprovadas irregularidades na atuação do fiscal, ele deve ser rigorosamente penalizado.

“Nós identificamos as suspeitas, abrimos sindicância, bloqueamos pagamentos e iniciamos processo administrativo. O que estão encontrando agora é a continuidade dos processos que abrimos”, afirma Jayme Rincón, ressaltando que na gestão de Marconi Perillo foi baixado decreto estabelecendo que qualquer inconsistência nas medições em obras é de responsabilidade do fiscal e do diretor responsável.

A atual gestão diz que processos anteriores haviam sido arquivados e que não continham as mesmas suspeitas levantadas agora e que foi o ex-presidente Ênio Caiado que determinou o reinício das investigações internas.

A reportagem entrou em contato com o proprietário da Castelo Construções, Álvaro Otávio Dantas Maia, mas ele não atendeu o celular e não deu retorno às mensagens.

Laudo

A equipe do gabinete da promotora Leila Maria de Oliveira, da 50ª Promotoria de Justiça da Comarca de Goiânia, disse que ela recebeu o laudo técnico da Goinfra na semana passada e ainda está analisando providências a serem tomadas.

Leila solicitou informações sobre procedimento já instaurado na Promotoria de Alvorada do Norte, na região de Mambaí, para definir as providências. A reportagem tentou obter detalhes sobre a apuração de lá, mas o promotor responsável está de licença e não foram fornecidos detalhes.

Fonte: O Popular

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