quinta-feira, 26 de março de 2020

"Sou apaixonado pelo Caiado", diz Bolsonaro



O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (26) ser "apaixonado" pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). A fala foi dada durante coletiva de imprensa, em frente ao Palácio da Alvorada.

Questionado sobre as duras críticas feitas a ele por Caiado ontem, o presidente afirmou: "Não vou discutir isso. Gosto muito do Caiado. Sou apaixonado pelo Caiado. O dia que conversar pessoal com ele, acho que tudo vai estar esquecido. A gente vai continuar namorando, com toda certeza. 'Heteramente' falando".

A declaração de Bolsonaro vem um dia depois de o governador, que foi um de seus principais aliados desde a eleição de ambos em outubro de 2018, afirmar que as "decisões do presidente da República em relação à saúde pública não atravessam as fronteiras de Goiás."

O governador classificou como "irresponsável" o pronunciamento do presidente na quarta-feira (25), em que defendeu a flexibilização das medidas de contenção do novo coronavírus adotadas por governadores.

Caiado se irritou, ainda, com a classificação dada por Bolsonaro à doença: “Dizer que isso é um resfriadinho? Uma gripezinha? Ninguém definiu melhor que (ex-presidente dos EUA Barack) Obama: na política, e na vida, a ignorância não é uma virtude”.

Reação

A declaração de Bolsonaro já causou a reação de políticos goianos. Pelo Twitter, o presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (PSB), disse que se tratar de "sinais de dias melhores" e que "vamos vencer essa guerra!".

Logo em seguida, também pelo Twitter, o líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Vitor Hugo (PSL), alfinetou Caiado, dizendo que o presidente "foi a Goiás 6 vezes em 2019." "Tem verdadeira admiração e apreço pelo povo goiano. Ajudou o governo estadual em tudo que foi jurídica e financeiramente possível, de modo especial no que tange à saúde. Governador, na vida e na política, ingratidão não é virtude".

Na quarta-feira, o deputado havia afirmado que tentaria reaproximar os dois. "A divergência de Bolsonaro com Caiado, outros governadores, e analistas é sobre a dose do isolamento. A preocupação do presidente é e manter os empregos, pois quanto mais se aumentar as medidas sanitárias, maior a repercussão econômica, de desemprego. Então, vamos esperar a poeira abaixar e tentar fazer essa conversa.”

Fonte: O Popular

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