quinta-feira, 21 de maio de 2020

Coronavírus: Atendendo ao MP, Diocese de Formosa-GO cancela carreata da Festa do Divino Espírito Santo



Acolhendo recomendação do Ministério Público de Goiás (MP-GO), a Diocese de Formosa cancelou a tradicional carreata que seria realizada nesta sexta-feira (22/5) como programação da Festa do Divino Espírito Santo na cidade. No ofício enviado à promotora de Justiça Andrea Beatriz Rodrigues de Barcelos, titular da 6ª Promotoria da comarca, o bispo diocesano, Dom Adair José Guimarães, e o padre João Manoel Lopes explicaram ao MP que, em atendimento ao que foi recomendado, a forma de realização do evento foi modificada.

Assim, detalham, a alvorada será realizada sem a participação dos fiéis em seus carros; apenas um trio elétrico passará pelas ruas da cidade, fazendo as orações e cânticos tradicionais e levando as bênçãos à população.

O documento também comunicou que essa mudança no evento será amplamente divulgada nos meios de comunicação social, nas redes sociais, no site da Diocese e nas rádios locais. A Diocese destacou ainda que solicitará que a Guarda Municipal faça o acompanhamento do trio elétrico, de forma a não permitir que carros sigam o veículo, zelando pelo cumprimento dos decretos que vedam aglomerações.

Na recomendação, a promotora Andrea Beatriz Barcelos recomendou o cancelamento das festividades presenciais do Divino Espírito Santo, em especial da carreata agendada para esta sexta-feira, como medida preventiva aos riscos à saúde pública em decorrência da pandemia pelo novo coronavírus e em obediência às normas aplicáveis. E orientou ainda que fosse dada ampla publicidade do conteúdo da recomendação, para ciência de todos.

A promotora ponderou, no documento, que a realização da festividade no formato de carreata, apesar de todos os alertas e orientações da Diocese, trazia riscos e poderia servir de incentivo à aglomeração de pessoas em veículos de forma coletiva, já que nem todos dispõem de carros. Andrea Barcelos pontuou ainda que é um tipo de evento que causará, inevitavelmente, grande aglomeração, com possibilidade de desobediência individual das recomendações, o que colocaria em risco a saúde pública. A promotora lembrou que, em outros anos, foi possível presenciar fiéis fazendo a romaria a cavalo, em grande proximidade uns dos outros

Fonte: MPGO

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