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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Juiz mantém preso motorista que se envolveu em acidente que matou mãe e filho, em Campos Belos-GO



O juiz Fernando Marney de Carvalho determinou a prisão preventiva de Bruno Cordeiro Damasceno, de 32 anos, após ele se envolver em um acidente de carro em que mãe e filho morreram, na GO-118, em Campos Belos de Goiás, no nordeste do estado. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por dirigir bêbado.

A decisão foi assinada segunda-feira (26). De acordo com a equipe policial que investiga o acidente, Bruno não apresentou advogado até a publicação desta reportagem. Por isto, a reportagem não conseguiu localizar a defesa do investigado.

O acidente ocorreu no último dia 19 de maio. Segundo a polícia, Josefina José de Souza, de 59 anos, dirigia um Volkswagen Gol, e bateu de frente com Bruno, que dirigia um Peugeot. Ela o filho, Leonardo Souza de Barros, de 26 anos, morreram por causa da batida.

Bruno também foi levado para o hospital. Mas, segundo os policiais, recebeu alta e está no presídio.

Em depoimento, o motorista se reservou ao direito de ficar em silêncio. Assim, ainda não há informações sobre a dinâmica da batida. De qualquer forma, a Polícia Civil informou que "o que já está confirmado, é que ele deu causa ao acidente".

Embriaguez ao volante

No dia do acidente, a Polícia Militar informou que o motorista estava aparentemente embriagado e, apesar de se recusar a fazer o teste do bafômetro, o laudo médico constatou a ingestão de bebida alcoólica. A Polícia Civil reforçou que "havia sinais de ele ter ingerido bebida alcoólica, constatado por diversas pessoas no local do acidente".

Os investigadores afirmam que Bruno pode responder pelo crime de homicídio doloso. “Ao final do inquérito, diante de todos os elementos que forem juntados, pode haver uma análise jurídica no sentido de ele responder pelo homicídio doloso do Código Penal, por ele, estando com a carteira suspensa, sob a influência de álcool, transitando acima da velocidade da via, em mais de 50km/h, assumir o resultado de produzir o resultado morte de alguém”, informa o delegado responsável pelo caso, que não quis ser identificado.

Fonte: G1

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