segunda-feira, 22 de junho de 2020

Campos Belos-GO e mais 15 municípios ganham recursos para Centros de Combate ao Covid-19



Dezesseis cidades goianas estão contempladas pela portaria 1.579 do Ministério da Saúde (MS) para que sejam criados Centros de Atendimento para Enfrentamento da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Os centros devem ser instalados, de preferência, em locais ou nas proximidades de unidades de saúde municipais e servirão para abrigar a estrutura e os profissionais que atenderão e farão a triagem de pacientes com sintomas típicos da Covid-19.

São 16 cidades, mas 18 centros, já que em Aparecida de Goiânia serão três unidades do tipo 3, para cidades acima de 300 mil habitantes e que receberá R$ 100 mil mensais (veja quadro).

Os municípios de Goianésia e Cidade Ocidental terão centros categorizados pelo MS como do tipo 2, por terem entre 70 mil e 300 mil habitantes e, neste caso, recebem R$ 80 mil por mês.

Campos Belos (GO) e as demais cidades goianas que estão na imagem acima terão centros do tipo 1, por terem menos de 70 mil habitantes, e o valor a ser pago pelo ministério é de R$ 60 mil mensais.

Os centros são uma política pública para o combate à pandemia, cuja verba é para o custeio dos mesmos, que serão temporários e deverão permanecer em funcionamento durante a situação de calamidade pública. Nos locais devem ocorrer a consulta médica, isolamento e coleta de material para a realização dos exames.

A ideia é que eles possam funcionar dentro de unidades públicas municipais de saúde e, neste caso, as mesmas passam a ser a referência da cidade para o atendimento de pacientes e deve ser isolada, ou seja, não atenderão pessoas com outras enfermidades, a não ser que tenha tido ao menos a suspeita de infecção pelo novo coronavírus.

A outra opção é manter centros em uma área anexa a essas unidades de saúde, de acordo com o secretário municipal de saúde de Goianésia, Hisham Hamida, que também é Diretor Financeiro do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), entidade que pleiteou junto ao MS a criação dos centros em todo o País.

Hamida lembra que, de fato, as secretarias municipais já realizam o trabalho de triagem dos pacientes, até mesmo pela necessidade de isolamento destes para o tratamento adequado, seja em ambiente hospitalar ou domiciliar. No entanto, agora, os municípios contemplados e que ainda não tinham condições de ter uma estrutura específica para isso passarão a ter recursos para auxiliar neste trabalho e mesmo as cidades que já tinham estabelecido estes locais, como em Goianésia, passam a ter este auxílio financeiro. “Aqui nós fazemos desde março, com recursos próprios e agora vamos ter este auxílio.”

Assim mesmo, segundo o secretário, será necessário completar a verba a ser paga para manter o centro. Hamida conta que, diferente do projeto, o município mantém duas equipes na triagem, localizada nas proximidades da unidade responsável por síndromes respiratórias.

No projeto, os integrantes da equipe (médico, enfermeiro e auxiliar de enfermagem) devem ser inscritos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) e, preferencialmente, não podem atuar na atenção primária de saúde do local e, se forem servidores dali, devem cumprir carga horária adicional àquela registrada na equipe no mesmo estabelecimento, ou seja, não pode ocorrer apenas a troca de locação dos profissionais.

Hamida explica que o Centro serve como apoio para a rede de enfrentamento a Covid-19 e, a princípio, não altera as estratégias adotadas pelos municípios. “Eles podem manter os locais que possuem hoje para coleta e atendimento, mas vão fazer outros que são a referência, ou mudar os locais para estes”, explica.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida de Goiânia, por exemplo, ainda analisa a viabilidade para a realização dos três centros contemplados na cidade, já que há o entendimento de que os locais para coleta de exames hoje já são adequados na estratégia do município para a pandemia. Sobre a medida ter saído apenas agora, quando a maior parte dos municípios já tem ações de enfrentamento, Hamida diz que ainda há cidades com casos apenas suspeitos e lembra que, de todo modo, é um auxílio importante.

Fonte: O Popular

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