quinta-feira, 11 de junho de 2020

Jurídico do Vila Nova explica vitória na Justiça do Trabalho após ação do jogador Fernando Neto, natural de São Domingos-GO



Um dos muitos legados ingratos de gestões anteriores que a diretoria do Vila Nova precisa administrar são os processos na Justiça do Trabalho de ex-funcionários que passaram pelo Onésio Brasileiro Alvarenga.

Nesta semana, contudo, o setor jurídico colorado comemorou uma vitória importante, fugindo de um processo que poderia ter sido custoso para os cofres do clube.

O meio-campista Fernando Neto, hoje com 27 anos, entrou com uma ação trabalhista no final de 2018. Maurilho Teixeira, diretor jurídico do Vila Nova, em entrevista, destacou que o jogador requereu “direito de imagem, multa contratual, salários em atraso, férias vencidas, 13º salário, FGTS e até dano moral”.

Natural de São Domingos (GO), Fernando Neto chegou a passar pelas categorias de base do Vila Nova antes de se transferir, ainda jovem, para o Fluminense-RJ, clube que o cedeu por empréstimo em 2016, retornando à Goiânia.

Na temporada, disputou 18 partidas entre Campeonato Goiano, Copa Verde e Campeonato Brasileiro, sem impressionar. Em 2019, voltou a ter destaque pelo Paraná na Série B e se mudou para o Vitória-BA este ano.

A defesa vilanovense, através do escritório Pinheiro Advogados Associados, se beneficiou com a “prescrição bienal, porque o contrato do Fernando Neto encerrou-se em 5 de dezembro de 2016 e ele só propôs essa ação em 27 de dezembro de 2018. Ou seja, mais de dois anos após o encerramento do contrato”, explicou Maurilho Teixeira.

A causa totalizava cerca de R$ 315 mil, porém o atleta perdeu e foi condenado a pagar os custos do processo. O diretor jurídico colorado acrescentou ainda que “não satisfeito com a decisão de primeira instância da juíza da 16ª Vara do Trabalho de Goiás, o jogador recorreu ao Tribunal trabalhista, que sequer conheceu o recurso, porque o jogador, nesse recurso, não recolheu as custas processuais. Portanto, perdeu em primeira e segunda instância”.

Maurilho Teixeira reforçou que “não diria que o jogador entrou de má fé ou tenha tido alguma intenção obscura ao entrar com esse pedido na Justiça do Trabalho requerendo algumas verbas. Simplesmente entendo que, como não teve sucesso, significa que não foi um pedido reconhecido, conforme era a intenção do atleta pela Justiça trabalhista”.

Fonte: Sagres Online

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