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sexta-feira, 12 de junho de 2020

No dia dos namorados, escrivão faz o parto da filha dentro de casa




O plano do escrivão de polícia Ricardo Vilaverde era o de jantar com a esposa Priscilla e o filho Heitor, de dois anos e meio, em casa neste dia dos Namorados. Ocorre que Priscilla estava grávida de Clarice e a pequena resolveu nascer sem aviso – e sem trabalho de parto – na madrugada desta sexta-feira. Foi tão rápido que Ricardo não teve tempo de levar a esposa à maternidade. Com a coragem de poucos, investiu-se no papel de obstetra e encarou a missão de trazer Clarice ao mundo.

As primeiras contrações começaram por volta de 1 hora da manhã. O escrivão telefonou para a médica que acompanhou a gravidez. Ela recomendou calma. Disse que as contrações poderiam durar até um dia até que o parto acontecesse. Se estivessem intensas, eles deveriam procurar o pronto-socorro da maternidade no dia seguinte. Faltou combinar com Clarice, que nasceria pouco mais de uma hora depois. A dor, de uma hora para outra, ficou intensa. A mãe não conseguia mais se levantar.

O escrivão já havia telefonado para a sogra, Elaine, e pedido que ela fosse à casa deles para que dormisse com Heitor e cuidasse dele. Ricardo tinha medo que o filho visse o parto e se assustasse com cena. Mas a maturidade do filho surpreendeu. Ao ouvir o barulho que a mãe fazia, levantou-se da cama e foi sentar-se ao lado de Priscilla.

“Quando a irmãzinha nasceu, ele comemorou sem parar, pulou na cama, Heitor ficou imensamente feliz. Eu não esperava por isso”, conta Ricardo, que é servidor da Polícia Civil de Goiás.

Com Clarice nos braços, o escrivão telefonou ao Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e solicitou o auxílio de um pediatra. Os socorristas chegaram 20 minutos depois. Ricardo havia envolto a filha em uma manta limpa, com o cordão umbilical ainda conectado à mãe. “Eu não sabia bem o que fazer. Lembrei de ver limparem secreções do nariz e da boca do Heitor do quando ele nasceu, mas não tinha certeza de nada. Agora, acho que já posso até ser Doula”, brinca o pai. “É isto que eu chamo de parto humanizado”.

Ricardo, Priscila e Clarice estão na Maternidade da Mulher, em Goiânia. Heitor está com a avó, Elaine, em casa. Pede áudios, vídeos e fotos ao pai o tempo inteiro. O encontro deve acontecer neste sábado, quando Priscilla (bem de saúde) receberá alta. Para a noite do dia dos namorados, o novo obstetra da cidade faz planos: “estou pensando em arrumar uma vela e fazer um jantar romântico com a minha esposa com o sopão do hospital”.

Fonte: Mais Goiás

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