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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Associação Quilombo Kalunga repudia agressão de PM a professor quilombola em Monte Alegre de Goiás



A Associação Quilombo Kalunga (AQK) divulgou uma nota de repúdio à violência sofrida pelo professor Ozenildo Dias Soares na noite desta terça-feira (1º), em Monte Alegre de Goiás. O professor foi agredido pelo aspirante à policial Militar Juan Matheus Quirino Nunes que havia participado de uma festa na cidade e apresentava sinais de embriaguez.

O aspirante, sem motivo aparente, agrediu um menor e o professor, ambos negros. O professor havia saído da casa de um colega onde preparava diários da escola. Também foi ameaçada, segundo a AQK, uma advogada que acompanha o caso.

Ozenildo, agredido na cabeça com uma arma, foi baleado ao tentar se defender com uma garrafa. Ele recebeu atendimento médico no Hospital Municipal de Monte Alegre e, em seguida, transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia. O aspirante foi detido logo em seguida. O caso está sob a responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Campos Belos, que responde por Monte Alegre.

Num momento em que cidadãos do mundo inteiro reforçam a campanha “Vidas Negras Importam”, a AQK exige do governo de Ronaldo Caiado “uma apuração rigorosa do caso”. Para a instituição que representa o povo kalunga, a sociedade goiana quer acreditar que o governador não compactua com esse tipo de comportamento na corporação “que existe para proteger o povo”. Em relatório, a Polícia Civil não viu motivos para a agressão do aspirante ao professor e ao menor.

Assessor de Comunicação Social da PM, o tenente-coronel Allan Pereira Cardoso informou em nota que o caso foi registrado e que suas circunstâncias serão apuradas tanto pela Delegacia da Polícia Civil de Campos Belos quanto pela Corregedoria da Polícia Militar.

Fonte: O Popular

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