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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Iso Moreira chama operação do Ministério Público de ‘politiqueira e eleitoreira’



O deputado estadual Iso Moreira (DEM) se defendeu, na terça-feira (8), durante sessão da Assembleia Legislativa de Goiás, da investigação do Ministério Público do Estado de Goiás que investiga suposta participação do parlamentar e membros de sua família no desvio de R$ 10,5 milhões dos cofres da Prefeitura de Alvorada do Norte, cidade localizada no Nordeste do Estado. A operação recebeu o nome de Zaratustra.

Iso disse que foi “recebido com arma em punho” por policiais que estiveram em sua casa para cumprir mandados de busca e apreensão e classificou o tratamento como desrespeitoso. “Jamais praticamos corrupção na minha vida. Isso é uma atrocidade. Nossa vida é limpa. Em 28 anos de vida pública, nunca fizemos nada de errado. Sempre tive a humildade de respeitar as pessoas”, disse.

Em sua fala, o deputado ainda classificou a operação como “politiqueira e eleitoreira”, fez críticas ao Ministério Público do Estado de Goiás e à imprensa. “Estou estarrecido. Vemos bandidos soltos e nada é feito. E um juiz dá um cheque em branco para um promotor”, afirmou Iso. O deputado afirmou também que adversários políticos da região Nordeste do País sabiam da operação. Durante a sessão, os deputados Lissauer Vieria (PSB), Leda Borges (PSDB), Bruno Peixoto e (MDB) demonstraram apoio ao colega parlamentar.

Em nota, o promotor de Justiça Douglas Chegury, responsável pela operação, disse que “as instituições do Estado, a exemplo da Alego, são compostas por homens e mulheres de todas as naturezas e caráteres, e em sua imensa maioria pessoas de bem. O MP não investiga instituições, mas pessoas que cometem desvios”. “O parlamentar, compreensivelmente, busca com seu discurso sentimental a solidariedade dos demais representantes do povo para desviar o foco da repercussão, tentando tornar a investigação legítima em uma divisão entre instituições e com viés político. Tal estratégia de cortina de fumaça é por demais conhecida no cenário nacional.” O promotor afirmou ainda que “o trabalho do Ministério Público se pautou pela legalidade e impessoalidade”.

Fonte: O Popular

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