segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Deputado Paulo Trabalho presta declaração à PF após suposto desacato a policial militar, em Posse-GO


O deputado estadual Paulo Trabalho (PSL) foi ouvido pela Polícia Federal, após um suposto desacato a um policial militar, em um colégio eleitoral de Posse. O evento aconteceu no domingo (15) por volta das 12h30, no Colégio Municipal Eva Rosa.

Segundo informado, ele chegou com um carro plotado e, adentrando a zona eleitoral, começou a cumprimentar os presentes, o que teria dado a entender que fazia propaganda eleitoral para a legenda dele. A reportagem, Paulo nega e afirma que passou cumprimentando as pessoas, mas não parou para conversar, pois era fiscal.

Depois da entrada, o delegado da seção eleitoral pediu apoio à Polícia Militar (PM) para que fosse retirado o veículo estacionado, que estaria na frente do colégio eleitoral, e que o deputado fosse advertido por atos que infringiam a lei eleitoral.

Quando o PM fez os pedidos ao parlamentar, foi relatado que Paulo teria iniciado uma discussão, dizendo que não retiraria o carro e que era deputado. Depois disso, o legislador pegou um celular e começou a filmar.

No local, foi chamada uma juíza eleitoral para intervir e também a Polícia Federal. Paulo Trabalho deu a versão dele do ocorrido.

“O PM tentou me tirar do colégio, sendo que eu era fiscal. Eu posso entrar em todos os colégios eleitorais”, declarou. Sobre o celular, ele afirma que pegou para atender uma ligação e o policial o agrediu com dois murros no peito e tomou o aparelho.

Depois disso, de acordo com Paulo, o PM se trancou no banheiro com o aparelho desbloqueado. “Aí, por sorte, chegou a PF. Ele teve que devolver meu celular e a PF assumiu o caso. Foi quando prestei depoimento.”

Paulo também confirmou que a juíza esteve no local para apurar os fatos, mas quem colheu os depoimentos foi a Polícia Federal. “Foi abuso de autoridade.” Questionado sobre o carro, ele disse que o veículo não estava na porta do colégio. “Além disso, todos os carros estão adesivados. A lei não determina a retirada.”

Fonte: Mais Goiás

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