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sábado, 7 de novembro de 2020

Investigação paralela da PM localizou suspeito de matar advogados em Goiânia


As inteligências das Polícias Militares de Goiás e do Tocantins localizaram um dos suspeitos de ter matado dois advogados no Setor Aeroporto, em Goiânia, em paralelo à investigação da Polícia Civil. Jaberson Gomes foi morto pelos policiais na noite do último dia 30 em uma estrada vicinal, entre Porto Nacional e Silvanópolis (TO), porque teria reagido e atirado contra os agentes do Estado. Os policiais civis que estavam na região só souberam do fato após a ação.

A Polícia Civil havia feito diversas buscas pelos suspeitos dos assassinatos durante o dia 30 e encontrou um deles: Pedro Henrique Martins Soares, de 25 anos. Ele foi preso na casa da namorada e confessou ter realizado os disparos. No local foi apreendida uma arma debaixo de um colchão, possivelmente a usada no dia do crime, e o celular dele. As roupas que os dois suspeitos usaram no momento dos homicídios também foram localizadas.

Já com Jaberson, a PM apreendeu apenas os documentos e a arma que teria sido utilizado no confronto. O celular dele não foi localizado e o piloto da moto que deu fuga para ele conseguiu fugir. Um policial chegou a ser baleado e foi socorrido, mas a bala acertou o colete.

De acordo com o capitão da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) do Tocantins, Adson Acácio Pimental, a inteligência da PM de Goiás informou que Jaberson poderia fugir para a região onde foi encontrado. Uma equipe da agência de inteligência do Batalhão de Choque, que é onde a Rotam é ligada no Estado, visualizou dois homens em uma moto e reparou que o garupa tinha características semelhantes às do fugitivo. Quando os policiais descaracterizados se aproximaram, a moto teria acelerado. “Como eles empreenderam fuga, parece que poderiam ser eles mesmos”, relata o capitão. A viatura da Rotam, que estava próxima, foi então acionada.

Segundo o militar, houve um primeiro confronto, próximo à estrada vicinal, quando o garupa atirou contra os militares da inteligência. Em seguida, a moto entrou no caminho sem asfalto. O piloto teria fugido para o meio do matagal e Jaberson teria pulado do veículo atirando agora contra a viatura, que tinha alcançado a motocicleta. O veículo policial teve marcas de disparo. A confirmação da identidade de Jaberson foi feita depois da morte.

“Não é intenção nossa confrontar com ninguém, que fique bem claro. Mas por se tratar de pessoa perigosa e com vasta ficha criminal, ele foi muito violento para cima da polícia. Quem estava no confronto sabe que foi uma situação bem delicada”, relata o capitão.

O delegado Eduardo Menezes, da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado de Palmas, participou da operação que prendeu Pedro Henrique junto com a Polícia Civil de Goiás. Ele conta que os policiais investigativos só ficaram sabendo da localização e morte de Jaberson depois que a informação começou a circular em grupos de WhatsApp.

“Na verdade, a única polícia que é responsável pela investigação é a Civil. O que a PM costuma fazer, até desnecessariamente, é tentar de alguma forma colher informações”, avalia o delegado. O capitão Acácio informou que a Polícia Civil do Tocantins foi informada sobre o confronto.

Questionamentos

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) e com a Polícia Militar de Goiás e questionou se as informações vieram da PM e se a PC foi informada antes do confronto. A assessoria da SSP informou que não tem acesso a inquéritos, que o caso deveria ser visto com a PC. A assessoria da PM alegou que como o caso é uma força-tarefa, a SSP deveria ser procurada.

Em nota, a Polícia Civil de Goiás disse que não irá se manifestar já que o inquérito da morte dos advogados está sob sigilo. “A divulgação de detalhes da investigação pode causar prejuízos graves à escorreita apuração do fato. Em momento oportuno, a Polícia Civil dará publicidade às nuanças e responsabilidades apuradas por meio de entrevista coletiva à imprensa goiana”, diz trecho do comunicado.

A reportagem também havia pedido as seguintes informações sobre a investigação: se o piloto que transportava Jaberson foi localizado; se o celular de Jaberson foi encontrado; qual era a procedência da motocicleta que ele empreendia fuga; como os suspeitos teriam tido acesso à moto Yamaha vermelha usada no dia do crime, já que ela não havia sido roubada ou furtada; se o dono da Yamaha, que não era nenhum dos dois suspeitos, era investigado.

Os advogados Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47, foram mortos dentro do próprio escritório na tarde do último dia 28. Pedro Henrique foi quem apertou o gatilho e Jaberson participou. A Polícia Civil investiga quem foi o mandante dos assassinatos.

Fonte: O Popular

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