sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Ossos achados em zona rural de Formosa-GO são de jovem que estava desaparecida há quase 2 meses, conclui polícia


A Polícia Civil concluiu que os ossos encontrados na zona rural de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, são de Natália Nunes Moura, de 24 anos, que estava desaparecida há quase dois meses. O delegado Danilo Menezes, responsável pela investigação, acredita que ela foi morta, esquartejada e teve parte do corpo dada para cachorros comerem.

A comprovação da identidade da vítima se deu por meio de exame de DNA. O inquérito foi concluído na quarta-feira (25). Segundo o delegado Danilo Menezes, responsável pela investigação, o laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML) indicou lesões e vestígios da causa da morte.

“Várias das lesões encontradas na ossada foram causadas pós-morte. A gente acredita que ela foi morta por algum mecanismo que não gerou sangue – enforcamento ou de alguma forma muito forte”, disse.

Natália havia sido vista pela última vez no dia 1º de outubro, ao sair para se encontrar com uma pessoa, na zona rural da cidade. Porém, ela não contou à família com quem tinha marcado o encontro.

Um homem de 44 anos, que trabalhava como caseiro em uma fazenda de Formosa e que conhecia a vítima, foi preso e indiciado como o principal suspeito de matar Natália. Segundo uma testemunha, os dois foram vistos conversando próximo ao local onde a jovem foi vista pela última vez, em 1º de outubro. Ele não teve o nome revelado. Por isso, a reportagem não conseguiu localizar a defesa dele.

“Ele negou, inicialmente, conhecer a Natália, depois afirmou que a conhecia, mas não a viu no dia e, por último, afirmou que esteve com ela no dia, que chegou a combinar um programa, mas que não deu certo e que ele acabou deixando-a sozinha na parada de ônibus e voltando para a fazenda”, relatou.

Corpo dado para cães

Os ossos de Natália foram encontrados no dia 30 de outubro, quase um mês após a morte dela. "Encontramos uma parte da escápula [osso do peito] e a coluna praticamente inteira. A suspeita é que ele tenha esquartejado o corpo e dado para cachorros comerem. A forma que foi encontrado indica mordidas deste tipo de animal", disse.

A avó da jovem, Jesuína Nunes dos Reis, lamentou que sequer consegue enterrar o corpo da neta.

“Eu quero justiça, porque uma coisa dessas não se pode fazer nem com um cachorro”, disse.

Segundo o delegado Danilo Meneses, o suspeito continua preso e responderá por homicídio qualificado.

Fonte: G1

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