quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Goiás vai vacinar até metade da população contra Covid-19 em 2021


Goiás deve vacinar metade dos 7 milhões de moradores contra a Covid-19 em 2021, conforme afirmou o secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino. O Ministério da Saúde divulgou um cronograma "preliminar" para a vacinação da população contra o coronavírus, dividido em quatro etapas de grupos prioritários. Enquanto a imunização não começa, especialistas alertam que os moradores devem manter os cuidados para evitar o coronavírus.

“Considerando o ano todo, o ano de 2021 será um ano de vacinação. Entre um terço e metade da população vai ser vacinada”, disse o secretário.

Ainda não há uma vacina registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até esta quinta-feira (3), mas a expectativa das autoridades é de que um imunizante seja validado em breve e a vacinação se inicie no primeiro semestre de 2021. O governo goiano disse que já comprou seringas e agulhas para a imunização.

“Consideramos também a questão do quantitativo de seringas e agulhas que, caso o Ministério da Saúde tenha dificuldade com a aquisição, nós já providenciamos a compra”, afirma Ismael Alexandrino.

Um dia antes da declaração do secretário, o Ministério da Saúde divulgou, na terça-feira (1º), os principais pontos da estratégia preliminar de vacinação:

Primeira fase: trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena.

Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos.

Terceira fase: pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da Covid-19 (como pacientes com doenças renais crônicas e cardiovasculares).

Quarta fase: professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.

Como não está previsto no plano divulgado pelo Ministério da Saúde a vacinação de crianças, Alexandrino afirma que não há expectativa de quando elas poderão receber as doses. Segundo o secretário, isso acontece porque as vacinas que estão na última etapa de testes não estão sendo testadas em crianças.

Estado descarta vacina da Pfizer

Alexandrino descartou ainda o uso da vacina da Pfizer, que foi aprovada para uso no Reino Unido na quarta-feira (2). Segundo o secretário, o motivo é que o imunizante exigi um armazenamento em uma temperatura inferior - 70° C para que não perca sua eficácia. Segundo ele, o estado não tem refrigeradores que possam suportar.

“A vacina da Pfizer no estado de Goiás, com armazenamento a - 70ºC, é impraticável. Então, nós estamos trabalhando com alguma que tenha o espectro de 2 a 8ºC que é o que a nossa rede de frios comporta e o que é habitual para outras vacinas também”, disse.

Vacinação em Goiânia

Goiânia também se prepara para receber e aplicar as doses da vacina que for aprovada. A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Grécia Carolina Pessoni, disse que a expectativa é conseguir imunizar até 430 mil moradores em 2021, que é o quantitativo de goianos classificados como grupo de risco prioritário.

“Vamos começar pelos idosos. Os números mostram que os idosos são os menos contaminados, mas o que mais morrem devido à doença”, disse a diretora.

Pessioni informou ainda que a secretaria já adquiriu câmaras frias para armazenamento das doses para as 71 salas de vacinação da capital e que cada uma tem a capacidade de guardar até 15 mil frascos da vacina. Agora, o maior desafio da pasta é a falta de mão de obra.

“Nosso maior desafio é a quantidade de trabalhadores. A secretária de Saúde já autorizou um credenciamento de profissionais, uma contratação de forma mais rápida para que a gente consiga atender a população”, disse.

Um processo para a aquisição de insumos também já foi aberto. A diretora explica que a secretaria estuda uma forma de aplicar a vacina assim como são feitos os testes atualmente. Assim, além dos postos fixos, a população também poderá ser imunizada em pontos estratégicos da cidade, por meio de divre-thru, quando o paciente não sai do veículo.

Cuidados devem ser mantidos

O infectologista Marcelo Daher afirma que as pessoas devem continuar com o uso da máscara e respeitando o distanciamento, principalmente as que não estão em grupos prioritários para receber a dose do imunizante.

“A gente tem de aprender a conviver com a doença. A vacina vai chegar para esses grupos prioritários. Talvez, os outros grupos não recebam de imediato a vacina”, disse.

Fonte: G1

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