sábado, 30 de janeiro de 2021

73% da população concorda com decreto da Lei Seca em Goiás, diz pesquisa


Pesquisa feita em Goiás mostra que 73,1% da população concorda com o decreto estadual que institui Lei Seca no Estado. O levantamento da Fortiori ouviu 405 pessoas em território goiano, de quarta (27) a sexta-feira (29). Dos entrevistados, 77,8% também aprovam novas medidas ainda mais restritivas.

Quando questionados sobre o decreto que proíbe a venda e consumo de bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes de 22 horas e às 6 horas, 19,5% se disseram contrários e 6,4%, indiferentes. As mulheres são maioria entre os que aprovam a medida – 79,1%, contra 66,3% de aprovação entre os homens.

Sobre a possibilidade de novas medidas restritivas, 20,5% afirmam que o poder público não deveria adotar novas ações e 1,7% não sabe ou não respondeu. No endurecimento de regras as mulheres também são maioria, somando 81,4% favoráveis, diante de 73,7% de aceitação entre os homens.

A pesquisa tem metodologia quantitativa, apresentando os resultados numéricos das entrevistas feitas por telefone. Segundo informa o relatório, os participantes responderam a questionário único. A amostra é composta por 53,1% de pessoas do sexo feminino e 46,9% do sexo masculino, sendo todos eleitores residentes e domiciliados em Goiás. A margem de erro é de 4,9 pontos porcentuais para mais ou para menos.

O decreto assinado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) foi firmado após reunião com os prefeitos da maioria dos municípios goianos. O documento estabeleceu a proibição do “comércio e o consumo de bebidas alcoólicas, em locais de uso público ou coletivo, das 22 às 6 horas”.

Como os municípios gozam de autonomia para decidir sobre a realidade local, ficou possibilitada a edição de regras próprias. Em Goiânia, o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) endureceu a medida e determinou horários para fechamentos de locais que comercializam bebidas em uso comum.

Em manifestação contra a medida, donos de distribuidoras de bebidas, bares, restaurantes e de lojas de conveniência protestam no início da tarde desta sexta-feira (29), na capital contra o decreto.

Fonte: O Popular



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