quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Irmãs de Maguito Vilela se emocionam ao falar da perda dele e de mais duas irmãs para Covid-19

Nelma, Maguito e Nelita Vilela morreram por causa de complicações da Covid-19

Irmãs de Maguito Vilela (MDB), Nice e Leila falaram sobre o baque na família devido à morte do prefeito licenciado de Goiânia e outras duas irmãs, todos por causa da Covid-19. Infectologistas falam sobre a possibilidade de algumas pessoas terem predisposição genética para reações fortes à infecção pelo coronavírus.

Em entrevista à TV Anhanguera, a irmã de Maguito Nice Vilela comentou que ele fará muita falta em todos os ambientes de que fazia parte.

“Uma tristeza grande. Ele era um grande líder familiar, líder político. Todas as decisões da família passavam por ele. Era um grande irmão, grande pai, grande esposo. Vai deixar um grande legado para os goianos e jataienses”, comentou.

Também irmã do prefeito licenciado, Leila Vilela lembrou que o irmão foi o terceiro que ela perdeu para a Covid-19 e que acreditava muito na recuperação dele. Em intervalo de menos de dez dias, em agosto de 2020, a família perdeu também Nelma Vilela Veloso, de 76 anos, e Nelita Vilela, 82.

“A gente confiava muito, a família estava reunida em oração. Agora... estamos sem chão. Perdemos ele e perdemos outras duas irmãs num intervalo de quatro meses”, contou.

Em luto pelo irmão, Leila fez um pedido emocionado às pessoas que não levam a sério as medidas de segurança em saúde impostas pelas prefeituras e governo.

“A gente aproveita para pedir que fiquem em casa, porque essa doença é terrível. Você não sabe o que te espera. Pedir aos jovens que fiquem em casa, porque essa doença é triste”, disse.

Predisposição genética

Analisando casos de famílias em que vários membros enfrentaram a Covid-19 com dificuldade, infectologistas afirmam que há indícios de que exista alguma predisposição genética que possa levar a infecção do coronavírus a ser mais grave em algumas pessoas.

"Sabe-se que determinados marcadores, determinadas células, informações genéticas, fazem com que o paciente tenha uma resposta inflamatória exacerbada. Especificamente, qual seria a celular o marcador genético, ainda não temos informação", avaliou a presidente da Sociedade Goiana de Infetologia, Christiane Kobal.

Ainda segundo ela, os médicos que acompanham casos graves em mais de um membro da família, devem ficar atentos aos demais parentes.

"Quando temos pacientes mais graves em uma mesma família, o médico tem que ficar mais próximo dos outros familiares, levando em consideração a variabilidade individual de cada paciente", completou.

Fonte: G1

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