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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Celg GT deve ser privatizada no 1º semestre; Ela possui ativos de geração, como Hidrelétricas de Rochedo e São Domingos


A Celg Geração e Transmissão (Celg GT) está em primeiro lugar no cronograma de privatizações previstas pelo governo de Ronaldo Caiado (DEM). O que deve ocorrer ainda neste primeiro semestre. Desde 2019, já é possível realizar a oferta da companhia e de mais três ativos, bem como a oferta pública inicial (IPO) de ações da Saneago, pois já foram aprovados pela Assembleia Legislativa.

Controlada pelo governo estadual, a Celg Participações convocou assembleia de acionistas para discutir a venda da totalidade das ações da elétrica Celg GT. Ela possui ativos de geração, como Hidrelétricas de Rochedo e São Domingos, e transmissão de energia – tem participação em quatro empresas – e está avaliada em R$ 1,5 bilhão. A reunião ocorrerá nesta semana, na próxima quinta-feira (11), para dar sequência à desestatização.

A privatização da companhia juntamente com Metrobus, Indústrias Químicas do Estado de Goiás (Iquego), Agência Goiana de Gás Canalizado (Goias Gás) e Goiás Telecomunicações (GoiasTelecom) tinha a estimativa inicial de arrecadar R$ 1,5 bilhão. Cálculo realizado pela FGV Projetos em 2017 com valores corrigidos em 2019. Valor que agora é esperado apenas para esse primeiro ativo goiano.

As discussões sobre como se dará o processo de cada oferta são lideradas pela Secretaria de Economia. Por nota, a pasta informou que tanto as privatizações como IPO estão em desenvolvimento. “Essa é uma agenda que a gente traça antes do RRF (Regime de Recuperação Fiscal) para dar eficiência ao setor público e melhor servir o contribuinte. Essa é minha agenda e meus valores na Secretaria”, afirmou a secretária da Economia, Cristiane Schmidt, em entrevista.

Defensora de um Estado mais enxuto, ela explica que as ofertas à iniciativa privada não foram paralisadas pelo processo de tentativa de ingresso no RRF ou por conta da pandemia do novo coronavírus, apesar de não negar que este último fator pode ter influenciado decisões internas. “Não depende do RRF, são coisas independentes”, garante ao lembrar, ao mesmo tempo, que esse processo traz exigências. Isso porque o valor arrecadado deve ser utilizado como garantia.

De acordo com Cristiane, essa é uma estratégia que se une com o que já foi realizado, como a reforma da previdência e do estatuto dos servidores e movimento de atração de investimentos com maior facilidade de licenciamento ambiental. “Fora tudo isso, tem agenda que é mais orçamentária para abrir margem fiscal, agenda de arrumar fontes corretas e todo um saneamento nas contas. A dívida externa nós pagamos grande parte, sobrou pedacinho que vamos pagar em breve.”

Saneago

Assim, a estratégia agora é redução do Estado. A secretária estima que a privatização da Celg GT possa ocorrer ainda no primeiro trimestre e IPO da Saneago no segundo semestre do ano. Há pendências jurídicas e algumas questões que ainda dificultam acelerar o processo de venda dos outros ativos. Porém, garante que está tudo dentro do “cronograma traçado”. “Mas defende que é preciso respeitar questões de mercado para saber o melhor momento e maximizar o valor das empresas.

Outro movimento estadual é a venda de imóveis. No ano passado, 39 imóveis do Estados foram a leilão, cinco foram arrematados (R$ 1,3 milhão). Este ano, uma venda foi feita (R$ 540 mil) e está prevista oferta de 33 áreas, com estimativa de arrecadação de R$ 64 milhões caso sejam todos arrematados.

Fonte: O Popular

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