domingo, 21 de fevereiro de 2021

Não há vagas em leitos de UTI para Covid-19 na rede privada em Goiás


Em carta aberta, a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), afirmou que a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 chegou em 100% nesta sexta-feira. No documento ainda consta que o aumento da oferta de vagas neste atual cenário é inviável.

Segundo a Ahpaceg, a lotação dos leitos vem se repetindo nas últimas semanas. Antes, assim como na primeira onda, era possível transferir pacientes entre os hospitais associados, mas a associação infomrou que isso não é possível agora. “O momento é crítico e não há vagas”, diz o documento. Os leitos da rede particular estão ocupados ou bloqueados para pacientes graves já em atendimento nos hospitais.

“Nas últimas semanas, com a intensificação da chamada segunda onda da pandemia, temos enfrentado um cenário assustador e queremos compartilhar com a população e com os gestores públicos as dificuldades que nos rondam, pois entendemos e sempre defendemos que o combate à pandemia depende de esforços de todos”, reforça a nota.

Nesta sexta, as unidades associadas receberam pacientes com outras enfermidades e que necessitaram de assistência, o que não aconteceu em 2020, quando muitas pessoas deixaram de procurar os hospitais temendo a contaminação pelo coronavírus.

Segundo a associação, os hospitais estão sem condições financeiras para novos investimentos. “Essa situação decorre de problemas, como o aumento dos custos assistenciais em 2020, quando nossos gastos com medicamentos, pessoal e Equipamentos de Proteção Individual, por exemplo, aumentaram expressivamente e não tivemos apoio dos Governos ou contrapartida das operadoras de planos de saúde. Estamos lotados e com nossa saúde financeira comprometida”, critica a nota.

Sobre a sugestão do governo em suspender cirurgias eletivas em todo o estado, tanto na rede pública, quanto na privada, a Ahpaceg afirmou que a decisão só agrava o problema financeiro das instituições e deixa os pacientes sem atendimento.

“A simples abertura de novos leitos não é a saída. Precisamos de esforços conjuntos. A população e as autoridades precisam adotar medidas sérias para evitar a proliferação da doença. A taxa de contaminação está aumentando em uma proporção superior à capacidade de atendimento”, finaliza a nota.

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