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domingo, 21 de fevereiro de 2021

Padre Robson disse que morte de advogado da Afipe que teria participado de subornos seria ‘uma benção’, aponta investigação


Novos áudios encontrados no celular do padre Robson de Oliveira, que era investigado por desvio de dinheiro na Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), em Trindade, mostram quando o padre diz que a morte de um advogado da Afipe, envolvido em esquemas de suborno, seria conveniente a ele. Na mensagem, obtida com exclusividade pelo Fantástico, o padre diz: “Se o senhor pudesse matar ele pra mim eu achava uma benção”.

Padre Robson era investigado na Operação Vendilhões. O processo que investiga as supostas irregularidades está interrompido pela Justiça. O Ministério Público já apresentou recurso no Superior Tribunal de Justiça, mas ele ainda não foi analisado.

Os áudios mostram a participação de Padre Robson em um possível esquema de lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros delitos. Segundo os investigadores, todos os áudios exibidos neste domingo (21) passaram por perícia técnica, que comprovou serem mesmo do padre.

Os áudios estavam em HDs, computadores e no celular do padre - material que foi apreendido em agosto de 2020, durante a operação do Ministério Público.

Impasse na Justiça

Em outubro, a Justiça tinha determinado que as investigações deveriam ser interrompidas por entender que não estavam presentes no processo os crimes apontados pelos promotores. No entanto, em 4 de dezembro, a decisão do presidente do Tribunal de Justiça de Goiás autorizou a retomada da apuração.

Dez dias depois, outra sentença, desta vez dada pelo desembargador do TJ-GO Leobino Chaves Valente, voltou a determinar o bloqueio do mesmo processo. Em 17 de dezembro, uma sentença do Superior Tribunal de Justiça reforçou a decisão do magistrado.

O Ministério Público chegou a denunciar o padre ou outras 17 pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Os promotores de Justiça afirmam que o padre comandava uma organização criminosa e transferia grandes valores para empresas, com o objetivo de utilizar o dinheiro das entidades religiosas criadas por ele como seu, sem prestar contas nem se submeter às regras associativas.

Fonte: G1

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