segunda-feira, 1 de março de 2021

Enel registra lucro líquido de R$ 134 mi em 2020


A Enel Distribuição Goiás conseguiu reverter o prejuízo que teve no Estado em 2019. Resultado econômico-financeiro, divulgado na semana passada, mostra que a empresa alcançou lucro líquido de R$ 134,6 milhões em 2020, apesar do impacto da pandemia de coronavírus. Em 2019, a companhia havia registrado o primeiro balanço negativo desde a privatização, com perda de R$ 99,7 milhões.

Houve aumento da receita de 18,2%, ao alcançar R$ 7,116 bilhões no ano passado. Resultado que reflete, entre outros pontos, o aumento de 9,9% no volume de energia transportada para o segmento de clientes livres – que é aquele que pode escolher seu fornecedor de energia em livre negociação.

O ano também registrou incremento de 3,3% em relação à quantidade de clientes, principalmente por conta do maior atendimento às classes residencial baixa renda e rural. Foram investidos R$ 382,5 milhões para que novas conexões fossem atendidas no Estado. O que segue as exigências dos acordos feitos com o governo estadual e com a União.

Por outro lado, o consumo de energia, devido aos reflexos da pandemia e à consequente deterioração da atividade econômica, caiu nas classes comercial e industrial. O que fez a venda no mercado cativo reduzir 1,6%. Por isso, o resultado total com a comercialização e o transporte fechou estável, com avanço de apenas 0,6%.

A companhia também investiu mais – R$ 49,1 milhões contra R$ 37,9 milhões – para combater as perdas de energia, que reduziram em 0,86% e alcançaram o índice de 11,39%.

Além da receita líquida ter tido melhor desempenho, a Enel conseguiu uma redução de custos operacionais, que foi outro ponto que ajudou na melhoria do resultado econômico-financeiro. Fez com que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da antiga Celg D chegasse a R$ 793,4 milhões, uma expansão de 86,5% para o período de 12 meses.

A empresa arrecadou R$ 38,2 milhões a mais com juros e correção monetária devido à falta de pontualidade dos clientes no pagamento, montante que ultrapassou R$ 89 milhões. Beneficiou-se também de redução de encargos com dívidas (R$ 8,6 milhões) e com repactuação de Itaipu (R$ 35 milhões). Este último ponto em função da redução da Selic no período. Fatores esses que contribuíram para uma despesa financeira líquida menor em R$ 23,7 milhões.

Pessoal

Em paralelo, houve redução em custos com pessoal (R$ 35,3 milhões), o que foi influenciado até por uma menor utilização do plano de saúde dos trabalhadores, e até recuo de R$ 11,4 milhões nos valores de provisão para contingências jurídicas, com menor demanda de processos cíveis e trabalhistas.

Também foi importante o recuo do valor destinado para o Fundo de Aporte à Celg D (Funac), com R$ 362 milhões a menos que no ano anterior. O lucro da Enel poderia ter sido ainda maior se não fosse o efeito da mudança realizada pelo governo de Ronaldo Caiado (DEM) na legislação que trata do fundo, que fazia parte dos benefícios oferecidos pelo Estado no contexto de venda da antiga estatal. O que gera descontos no balanço desde 2019. Em 2020, o peso foi de R$ 74,737 milhões.

A empresa também teve alta de 33,1% na dívida líquida por conta de novas captações realizadas para financiar capital de giro e investimentos. Encerrou o ano com custo médio da dívida de 4,55% ao ano. Segundo relatório da companhia, incertezas causadas pela pandemia provocaram alterações no planejamento financeiros que levaram a uma maior necessidade de financiamento.

Para se precaver de qualquer necessidade emergencial de caixa, a companhia também tem colchão adicional. Até 31 de dezembro de 2020, tinha R$ 80 milhões em limites abertos de conta garantida para utilização em operações de curto prazo. Adicionalmente, possui limite de mútuo com a controladora Enel Brasil de até R$ 2,5 bilhões.

Fonte: O Popular



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