segunda-feira, 19 de abril de 2021

Deputados federais goianos são denunciados por supostas irregularidades em gastos com combustíveis


Dois deputados federais goianos foram denunciados por suspeita de gastos irregulares com combustíveis pela Organização Não Governamental (ONG) Observatório Político Socioambiental (OPS). A informação foi veiculada no Fantástico, na noite do último domingo (18).

Segundo a investigação da Operação Tanque Furado, foram encontradas notas fiscais para a prestação de contas em nome do deputado federal Francisco Júnior (PSD), no valor de mais de R$ 2 mil, sendo que a cada vez, o parlamentar teria abastecido 615 litros de combustível. Já o deputado Professor Alcides (PP), teria recebido reembolsos no valor de R$ 6 mil para cada abastecimento.

A reportagem revelou que de janeiro de 2019 a dezembro de 2020, os deputados gastaram juntos R$ 367.916.285, 02, sendo mais de R$ 27 milhões em combustíveis. O campeão em abastecimentos únicos, segundo a matéria, seria deputado Daniel Silveira (PSL). Ele teria declarado à Câmara a compra de mais de mil litros de gasolina num único abastecimento. Conforme informou o Fantástico, o tanque teria que ser maior do que uma caixa d'água para comportar esse volume.

Em nota, a assessoria do deputado federal Francisco Júnior rebateu as acusações, alegando que foram realizados 14 abastecimentos e não de apenas um de 615 litros como mostrado na reportagem. “A verdade é que o posto de combustível cometeu um erro e reuniu todos os abastecimentos que fizemos no período de 15 dias em uma única nota fiscal. Neste caso específico foram 14 abastecimentos, e temos como comprovar cada um deles, com as requisições de cada abastecimento que foi feito”.

O proprietário do posto de combustíveis também divulgou uma nota de esclarecimento sobre a reportagem do Fantástico em que explica que houve falha na emissão dos cupons fiscais. “A dúvida apresentada baseia-se no motivo da colaboradora emitente naquela data ter emitido dois cupons fiscais no valor total dos abastecimentos e não 14 cupons. Portanto, quanto aos valores abastecidos, os documentos legais que comprovam todas as transações atestam a idoneidade e a integridade do deputado", diz um trecho do documento.

Já o deputado Professor Alcides negou que tenha feito uso indevido das vendas públicas. Segundo ele, “seus gastos são transparentes e os R$ 6 mil relatados em 17 vezes mensais não somam nem de perto o que é gasto por mês com combustível pelo deputado atendendo às suas bases”. Em nota, o deputado disse ainda que seu próprio salário é doado para obras sociais.

“Em momento de crise sanitária, de pandemia do novo coronavírus e de crise financeira, o deputado intensificou seu trabalho social e distribui cestas básicas, arroz, feijão e óleo comprados com dinheiro próprio, em várias cidades e acampamentos de Goiás. Num momento em que o Brasil vive em estado de calamidade pública, não dá para discutir se o combustível foi gasto para distribuição de cestas básicas para quem estava passando fome. “O dinheiro é público e deve ser utilizado para servir as pessoas”, finalizou o comunicado.

Fonte: O Popular

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