quarta-feira, 30 de junho de 2021

Força-tarefa apura se crimes cometidos por Lázaro Barbosa têm relação com conflito fundiário


A força-tarefa que apura os crimes dos quais Lázaro Barbosa é suspeito e também indiciado tenta identificar se as ações dele têm alguma relação com conflitos fundiários e disputas de terras na região de Cocalzinho de Goiás.

O foragido, suspeito de matar cinco pessoas em Goiás e Distrito Federal, morreu em confronto com a polícia após 20 dias de fuga.

“Temos uma linha de investigação muito forte de que ele era uma espécie de jagunço, um segurança, um cobrador, um membro de uma quadrilha que tinha interesse patrimonial”, explicou”, explicou o secretário Rodney Miranda.

O secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, explicou que a morte de Lázaro Barbosa não encerra todas as investigações. "São 30 crimes que são de autoria confirmada dele. Temos oito em aberto, já com todos os indícios que foi ele que cometeu", disse.

Agora, os investigadores vão tentar identificar se Lázaro cometia crimes com a ajuda de algum comparsa ou a mando de alguém. O secretário disse que uma das possibilidades é que os atos do homem seriam para facilitar a aquisição de terras por parte de algumas pessoas.

“Ou baratear ou expulsar proprietários, pessoas mais humildes, para a quadrilha poder se apropriar da terra. [Ou para comprar a um preço mais barato] Ou começar a produzir incorporar no seu patrimônio sem o processo de compra necessário nesses casos”, disse.

A morte de Lázaro, na última segunda-feira (28) não era o desfecho esperado pela Secretaria de Segurança Pública. As equipes queriam prendê-lo vivo para que outros crimes fossem desvendados com mais rapidez.

“Desde o início eu falei que a gente queria capturá-lo, até porque a gente já sabia da rede criminosa, então seria importante ouvi-lo para saber quem são os coautores dos crimes dele, quem mandou, o porquê, a motivação”, disse o secretário.

Miranda apontou que a principal dificuldade para capturar Lázaro foi o fato de existirem pessoas que ajudavam o foragido. Nela poderiam estar envolvidas pessoas que teriam interesse nesses conflitos de terra na região.

Além disso, Lázaro teria ajuda não só para proteção, mas para cometer os crimes. Entre os casos listados pelo secretário dos quais haveria mais de um autor está a chacina de uma família em Ceilândia.

“Nós montamos uma pequena força-tarefa em Águas Lindas de Goiás para tentar desvendar esses crimes e trazer toda trajetória criminosa desse Lázaro. Ele nos parece uma ponta visível no iceberg”, contou Miranda.

Fonte: G1

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