sábado, 26 de junho de 2021

Lázaro teria criado perfil falso nas redes sociais mesmo em fuga


O foragido da polícia e suspeito de cometer ao menos sete crimes na região do Entorno do Distrito Federal (DF), entre eles uma chacina de uma família em Ceilândia (DF), Lázaro Barbosa, de 32 anos, teria criado, no último dia 18 deste mês um perfil nas redes sociais ao utilizar um celular roubado.

O fugitivo utilizou o nome Patrik Sousa no Instagram e no Facebook e a suspeita é que ele cadastrou o usuário falso para monitorar as notícias sobre as ações policiais em sua busca.

No perfil da rede de fotos, o usuário que seria Lázaro, além do nome Patrik Sousa, colocou também emojis de arma, bomba e faca.

A foto utilizada é de um helicóptero militar e rodeado de símbolos dos batalhões e comandos especiais da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO). Abaixo, ainda haveria a frase "As buscas não param. Breve estará nas mãos da polícia. Não volta em viatura, volta com o IML". O perfil é fechado e não tem qualquer publicação.

Até às 17h50 deste sábado (26), o usuário seguia 20 outros usuários e tinha 38 seguidores. A informação sobre o perfil ser ligado ao foragido veio a partir de policiais que participam da força-tarefa em busca de Lázaro e surgiu com o rastreamento do celular de uma das vítimas dele. No último dia 15, ele invadiu uma fazenda na região de Cocalzinho (GO) e levou como reféns três vítimas, entre elas uma adolescente que enviou mensagem aos policiais quando Lázaro abordou os familiares.

Às 18h28, porém, o número de seguidores do perfil apontado como sendo de Lázaro passou a ter 733 seguidores, o que demonstra que a conta continua ativa. O usuário passou a ter o perfil aberto. Entre os perfis que ele segue estão jornais e portais de notícias goianos, incluindo O Popular, e do Distrito Federal, televisões e rádios de Goiás e de Brasília, e apresentadores de televisão e radialistas de Goiás e de São Paulo.

O fugitivo teria roubado o aparelho mesmo com a libertação dos três reféns após uma troca de tiros com militares em uma mata na região, que passou a ser monitorado. O trabalho verificou a criação do perfil três dias depois da ação, mas não há confirmação de que Lázaro permaneceu com o celular. Já no Facebook, o perfil tem apenas uma amiga, que é uma adolescente de Cocalzinho. Ela não é investigada pelos policiais.

Padaria

Na noite de sexta-feira (25), duas trabalhadoras de uma padaria do distrito de Girassol, em Cocalzinho, denunciaram à força-tarefa de que um homem pediu salgadinhos no estabelecimento e, segundo contaram, há suspeitas de que seria Lázaro. À TV Anhanguera, uma das atendentes contou que o homem percebeu que foi reconhecido, jogou os salgadinhos para cima e fugiu no sentido da mata próximo ao local. A denúncia é investigada pelos policiais, mas a informação é de que seria pouco provável que Lázaro tenha ido até a cidade.

Outra ação que vem sendo investigada é de que o foragido teria deixado uma mochila com roupa e cobertor e uma carta em uma residência de Águas Lindas, município do Entorno do DF próximo a Cocalzinho. Na carta, escrita à mão, supostamente Lázaro conta o motivo de ter cometido crimes e porque não teria se entregado à polícia. No entanto, previamente, os policiais relataram que o documento não parecia ter a mesma grafia de Lázaro, mas ainda não há resultado efetivo da perícia sobre os materiais.

Neste sábado (26), as operações da força-tarefa foram reduzidas nas estradas marginais que ligam as rodovias do entorno de Cocalzinho e tiveram maior foco nas buscas na mata densa próxima à chácara de Emil Caetano Evangelista, de 74 anos, que foi preso na quinta-feira (24) suspeito de ajudar Lázaro em sua fuga, o mantendo na sede da propriedade rural. Ele continua preso.

Já o caseiro Alain Reis de Santana, 33, foi solto na sexta-feira (25) após audiência de custódia em que o Poder Judiciário entendeu que ele apenas cumpria as determinações de Emil. Santana confessou em depoimento à polícia que Lázaro esteve na chácara por pelo menos 5 dias.

Fonte: O Popular

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