quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Preço do gás de cozinha terá novo reajuste nas distribuidoras em setembro


O botijão de 13 quilos de gás de cozinha vai subir novamente no início do próximo mês de setembro. E, desta vez, não se trata de um reajuste oficial anunciado pela Petrobras. Nesta quarta-feira (18), as distribuidoras de gás começaram a enviar para as revendas de suas redes comunicados sobre um aumento de até R$ 5,89, que será feito para cobrir altas de custos decorrentes da inflação e o reajuste salarial de funcionários, cuja data-base ocorre em setembro.

Em seu comunicado, assinado pela Gerência de Experiência do Parceiro, a Ultragaz informou que o reajuste será de R$ 5,32 por botijão. A companhia justificou que, como ocorre todos os anos, no mês de setembro é feita a revisão anual dos preços de venda do GLP para sua rede e que esta decorre dos impactos inflacionários em sua estrutura de custos, além do aumento de despesas com folha de pagamento da companhia em razão da data-base.

“Este último período foi especialmente impactado pela alta da inflação em diversos componente importantes de nossos custos operacionais”, alega a distribuidora no comunicado. De acordo com a empresa, esta recomposição anual será aplicada sobre o preço vigente em 1º de setembro.

Já o comunicado oficial da Nacional Gás Distribuidora, que representa a Nacional Gás, Brasil Gás e Para Gás, informou que o reajuste será de R$ 5,89 por botijão. A companhia justificou apenas que o aumento é imprescindível para continuar garantindo a segurança e qualidade da prestação dos serviços.

Com estes reajustes anunciados pelas distribuidoras para setembro, a expectativa das revendas é que o preço do botijão de 13 quilos de gás possa chegar a até R$ 115 na capital. O presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás), Zenildo Dias do Vale, confirma que o consumidor é quem vai pagar a conta deste aumento das engarrafadoras de gás, considerado abusivo pelo varejo.

“É muito complicado anunciar mais um reajuste num momento tão difícil como este, quando há uma queda na renda da população e muita gente desempregada”, avalia Zenildo. Ele prevê que o novo aumento provoque uma queda maior nas vendas e leve muitos pequenos depósitos a fechar as portas por causa da grande dificuldade para repassar os aumentos.

O presidente do Sinergás informa que as revendas também terão seu dissídio em novembro, mas só projetam repassar R$ 1 por botijão. Além disso, ele lembra que mais um aumento também resulta num maior valor da pauta para a cobrança do ICMS, o que pressiona ainda mais os preços. “O governo e os órgãos de defesa do consumidor precisam fazer alguma coisa para coibir isso”, alerta.

Fonte: O Popular 

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