sábado, 9 de outubro de 2021

UEG corre risco de extinguir cursos e fechar unidades em Goiás, diz Associação


A Universidade Estadual de Goiás (UEG) tem sofrido com o déficit de professores efetivos, e por isso corre risco de perder diversos cursos, e por consequência fechar algumas das unidades espalhadas em 39 municípios do Estado. Segundo a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Goiás (Adueg – Seção Sindical do ANDES), situação se agravou depois que foi estabelecido o critério para que haja 75% dos professores efetivos para manutenção dos cursos.

“Hoje são 33 unidades universitárias e oito câmpus, o que daria 41 unidades espalhadas pelo Estado. São 39 cidades e desde 2019 estamos com déficit de professores. Nisso a universidade teve que cumprir um termo de ajuste de conduta e encerrar os contratos dos professores substitutos que tínhamos e isso gerou esse déficit. Além disso, no Estatuto da Universidade, para que um curso possa ter vestibular ele precisa ter 75% de professores efetivos e isso limita a nossa capacidade de oferecer vagas em vestibular”, afirma a presidente da Adueg, Juliana Vasconcelos Braga.

De acordo com a representante da Associação, diversas unidades do interior vão fechar as portar ou excluir cursos do quadro de ensino. “Não tivemos vestibular para vários cursos em 2019, 2020 e 2021. No caso da minha unidade, que fica em Itumbiara, o curso de pedagogia não teve vestibular no ano passado e neste ano. Com isso muitos dos nossos cursos serão descontinuados exatamente nessas unidades que ficam nas regiões mais distantes da capital”, conta.

A reportagem pediu posicionamento da Universidade Estadual de Goiás, mas até o momento não houve retorno. Espaço segue aberto.

Quais unidades da UEG que foram mais afetadas com o déficit de professores?

Segundo a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Goiás (Adueg – Seção Sindical do ANDES), os municípios da Região Norte do Estado são os mais afetados.

“Niquelândia vai fechar todos os cursos e com isso a unidade corre risco de ser fechada. Crixás também vai extinguir todos os cursos, e temos Porangatu que esta fazendo esse levante, porque é uma cidade que atende uma região muito importante e devem perder de três a quatro cursos e matemática é um deles, justamente por não atender esse critério de 75% dos docentes efetivos. Inevitavelmente isso vai se concretizando na medida em que não vai se abrindo novas vagas para que os estudantes entrem”, pontua Juliana.

“A unidade de Campos Belos, por exemplo, que fica no nordeste goiano é uma região distante a quase 500km de Goiânia e atendemos muitos estudantes quilombolas e seria impossível para elas continuarem seus estudos sem a UEG”, completou.

Segundo a Associação, a sede de Uruaçu da qual fazem parte Crixás, Minaçu, Niquelândia, Porangatu e São Miguel do Araguaia. Dessas unidades vão perder todos os cursos: Crixás, Niquelândia e São Miguel do Araguaia. “Somente na região de Uruaçu e Porangatu temos cerca de 2 mil jovens que podem ser prejudicados com essa extinção de cursos”, destaca.

“Vemos isso com muita preocupação”, diz Adueg

Para a Adueg, o cenário preocupa. “São lugares que estão justamente nesse interior onde o jovem não tem condição de acessar o ensino superior”, disse a presidente da Associação.

De acordo com Juliana, há um bom diálogo estabelecido com a reitoria da UEG, mas é necessário uma resolução sobre o orçamento que é disponibilizado. “A reitoria não tem nos negado essa oportunidade de diálogo. Precisa de uma decisão de orçamento”, avalia.

Fonte: Mais Goiás

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